{"id":5311,"date":"2026-06-10T07:23:38","date_gmt":"2026-06-10T10:23:38","guid":{"rendered":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2026\/?page_id=5311"},"modified":"2026-07-14T19:22:30","modified_gmt":"2026-07-14T22:22:30","slug":"1-eixos-sobre-o-inconsciente","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2026\/1-eixos-sobre-o-inconsciente\/","title":{"rendered":"1. Eixos sobre o Inconsciente"},"content":{"rendered":"<h5><em>Cartel respons\u00e1vel: S\u00f4nia Vicente (Mais-Um), Paulo Gabrielli, C\u00e9lia Salles, Ethel Poll e Virg\u00ednia Dazzani<\/em><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><span style=\"color: #800000;\"><strong>1.1 <\/strong><\/span><strong><span style=\"color: #800000;\">O inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica<\/span><\/strong><\/h3>\n<p>Este t\u00f3pico se prop\u00f5e a explorar as consequ\u00eancias da c\u00e9lebre formula\u00e7\u00e3o de Jacques Lacan, apresentada no Semin\u00e1rio 14 e retomada por Jacques-Alain Miller em <em>Intui\u00e7\u00f5es Milanesas<\/em>: \u201co inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica\u201d. Mais do que situar a pol\u00edtica como objeto da psican\u00e1lise, trata-se de interrogar como o sujeito do inconsciente \u00e9 constitu\u00eddo pelos discursos, pelos la\u00e7os sociais e pelas formas hist\u00f3ricas do Outro.<\/p>\n<p>Ao afirmar, em 1953, que o analista deve alcan\u00e7ar em seu horizonte a subjetividade de sua \u00e9poca, Lacan indicava a inseparabilidade entre a experi\u00eancia anal\u00edtica e os discursos que estruturam o la\u00e7o social. Essa orienta\u00e7\u00e3o encontra um desenvolvimento decisivo em 1967, quando formula que <em>\u201co inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica\u201d.<\/em> Consiste em duas proposi\u00e7\u00f5es que convergem na mesma dire\u00e7\u00e3o: a de que a psican\u00e1lise n\u00e3o pode se isentar de explorar as consequ\u00eancias cl\u00ednicas dos desafios do seu tempo.<\/p>\n<p>Assim, o enunciado <em>\u201cinconsciente \u00e9 a pol\u00edtica\u201d<\/em> remete ao que se produz a partir do la\u00e7o social. Sendo o inconsciente aquilo com que um analista precisa operar, o analista e a psican\u00e1lise t\u00eam a ver com o la\u00e7o social, com aquilo que faz la\u00e7o com o Outro e que o coloca frente a frente com a cidade e com a subjetividade da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Esta formula\u00e7\u00e3o \u00e9 seguida de um esclarecimento que nos d\u00e1 a chave para compreender a dimens\u00e3o dada \u00e0 sua argumenta\u00e7\u00e3o, ou seja: \u201co que liga os homens entre eles, o que os op\u00f5e, deve ser motivado pela l\u00f3gica que tentamos articular\u201d \u2014 l\u00f3gica que, naquele momento de seu ensino, era pensada a partir da fantasia. O inconsciente, portanto, n\u00e3o se reduz \u00e0 interioridade do sujeito, mas prov\u00e9m do la\u00e7o social, isto \u00e9, das rela\u00e7\u00f5es que articulam e tensionam os sujeitos entre si.<\/p>\n<p>Essa concep\u00e7\u00e3o ser\u00e1 posteriormente formalizada por Lacan na teoria dos discursos. O inconsciente se produz na rela\u00e7\u00e3o do sujeito com o Outro e, mais precisamente, na rela\u00e7\u00e3o com o Outro sexo. \u00c9 nesse percurso que Lacan encontra a inexist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual e a interposi\u00e7\u00e3o do objeto <em>a<\/em>. O inconsciente prov\u00e9m do la\u00e7o social justamente porque n\u00e3o existe complementaridade natural capaz de organizar plenamente as rela\u00e7\u00f5es humanas.<\/p>\n<p>A defini\u00e7\u00e3o do inconsciente pela pol\u00edtica possui ra\u00edzes profundas no ensino de Lacan e radicaliza a proposi\u00e7\u00e3o anterior de que \u201c<em>o inconsciente \u00e9 o discurso do Outro<\/em>\u201d. Desde o in\u00edcio de seu ensino, Lacan insiste que o inconsciente \u00e9 estruturado pela rela\u00e7\u00e3o com o Outro, mas um Outro que \u00e9 dividido, inconsistente, que n\u00e3o existe como Um.<\/p>\n<p>Nessa perspectiva, a f\u00f3rmula <em>\u201co inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica\u201d<\/em> amplia a no\u00e7\u00e3o freudiana do <em>Witz<\/em> \u2014 o chiste \u2014 como processo social cuja satisfa\u00e7\u00e3o depende do reconhecimento do Outro. A an\u00e1lise freudiana do chiste justifica a concep\u00e7\u00e3o do inconsciente como transindividual. Assim, \u00e9 poss\u00edvel passar da ideia de que \u201co inconsciente \u00e9 transindividual\u201d para a de que \u201co inconsciente \u00e9 pol\u00edtico\u201d, desde que se compreenda que esse Outro \u00e9 atravessado pela divis\u00e3o e pela falta.<\/p>\n<p>Por isso, <em>\u201co inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica\u201d<\/em> n\u00e3o pode ser confundido com \u201ca pol\u00edtica \u00e9 o inconsciente\u201d. Esta \u00faltima formula\u00e7\u00e3o implicaria uma redu\u00e7\u00e3o, ao passo que a primeira constitui uma amplia\u00e7\u00e3o, pois implica retirar o inconsciente de uma esfera autocentrada para inscrev\u00ea-lo na cidade, na hist\u00f3ria e na disc\u00f3rdia pr\u00f3pria dos discursos que organizam cada \u00e9poca.<\/p>\n<p>Em uma contemporaneidade marcada pela globaliza\u00e7\u00e3o, pela fragmenta\u00e7\u00e3o das refer\u00eancias simb\u00f3licas e pela multiplica\u00e7\u00e3o dos modos de gozo, a cl\u00ednica psicanal\u00edtica \u00e9 convocada a repensar suas ferramentas conceituais. As transforma\u00e7\u00f5es do la\u00e7o social \u2014 da sociedade disciplinar \u00e0 era do gozo \u2014 incidem diretamente sobre a pr\u00e1tica anal\u00edtica e sobre as formas atuais do sofrimento ps\u00edquico.<\/p>\n<p>Muitos sintomas contempor\u00e2neos apresentam-se menos como forma\u00e7\u00f5es a serem interpretadas e mais como tentativas de tratamento de um gozo deslocalizado. Cabe, ent\u00e3o, recolocar em jogo a fun\u00e7\u00e3o po\u00e9tica da l\u00edngua, permitindo ao <em>falasser<\/em> construir arranjos singulares capazes de produzir uma nova rela\u00e7\u00e3o com seu modo de gozar.<\/p>\n<p>Como afirma Jacques-Alain Miller, a f\u00f3rmula <em>\u201co inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica\u201d <\/em>funciona <em>\u201ccomo uma pedra n\u2019\u00e1gua\u201d<\/em>, propagando ondas tanto na pr\u00e1tica quanto na teoria psicanal\u00edtica. Suas consequ\u00eancias continuam a reverberar, convocando a psican\u00e1lise a sustentar uma leitura do sujeito insepar\u00e1vel dos discursos, da hist\u00f3ria e das formas contempor\u00e2neas do la\u00e7o social.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><span style=\"color: #800000;\"><strong>1.2 <\/strong><strong>Inconsciente Transferencial e Inconsciente Real<\/strong><\/span><\/h3>\n<p>O <strong>Inconsciente Transferencial<\/strong> se constitui como um saber sobre a verdade, sustentado pela transfer\u00eancia e articulado \u00e0 dimens\u00e3o simb\u00f3lico-imagin\u00e1ria. Ele permite ao sujeito localizar algo de sua <em>hystoeria<\/em>, de suas identifica\u00e7\u00f5es e do gozo. O primeiro ensino de Lacan privilegia essa vertente, concebendo o inconsciente como estruturado como uma linguagem e acess\u00edvel atrav\u00e9s de suas forma\u00e7\u00f5es: sonhos, atos falhos, sintomas e lapso, indicando, ent\u00e3o, que a interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 do Inconsciente. Sendo assim, qual o fazer do analista frente ao inconsciente int\u00e9rprete?<\/p>\n<p>No seu \u00faltimo ensino, Lacan introduz o <strong>Inconsciente Real<\/strong>, ligado ao acontecimento de corpo, \u00e0s marcas de gozo e \u00e0quilo que insiste e itera para al\u00e9m do sentido. O que est\u00e1 em jogo n\u00e3o \u00e9 apenas o que o Inconsciente quer dizer, mas aquilo que ele faz gozar. O Inconsciente Real, representado pela falta de significante no Outro, coloca o sujeito diante de sua radical estranheza iniciando o movimento de busca de uma significa\u00e7\u00e3o.\u00a0Diante do vazio existencial provocado pelo desamparo primordial s\u00f3 resta como sa\u00edda a inven\u00e7\u00e3o ou a cat\u00e1strofe.<\/p>\n<p>O falasser \u00e9 estruturalmente exilado de qualquer identidade plena consigo mesmo. A linguagem introduz uma separa\u00e7\u00e3o irredut\u00edvel entre o sujeito e seu ser, entre o corpo e o gozo, entre aquilo que se vive e aquilo que pode ser dito. O Inconsciente Real testemunha justamente esse ponto de estrangeiridade radical que habita todo falasser.<\/p>\n<p>Diante desse ex\u00edlio estrutural, cada falasser \u00e9 convocado a inventar uma solu\u00e7\u00e3o singular. O sintoma, a fantasia, os ideais e as identifica\u00e7\u00f5es podem ser compreendidos como tentativas de dar uma forma ao imposs\u00edvel de dizer e de localizar um modo de satisfa\u00e7\u00e3o. Nessa perspectiva, o sintoma n\u00e3o \u00e9 apenas uma mensagem cifrada, demonstra tamb\u00e9m seu n\u00facleo real, express\u00e3o do gozo.<\/p>\n<p>Muitos dos sintomas atuais apresentam-se menos como forma\u00e7\u00f5es do inconsciente a serem interpretadas e mais como modos de tratamento de um gozo deslocalizado. Fen\u00f4menos de corpo, urg\u00eancias subjetivas, toxicomanias, passagens ao ato, transtornos alimentares, adi\u00e7\u00f5es e diversas formas de sofrimento contempor\u00e2neo frequentemente evidenciam um enfraquecimento das refer\u00eancias simb\u00f3licas tradicionais. Desse modo, a experi\u00eancia anal\u00edtica orientada pelo real n\u00e3o consiste em produzir sentido, mas no fazer com Um-equivoco<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>&#8211;<em>Unbewusst<\/em>. O analista, ao equivocar som e sentido, aposta na inven\u00e7\u00e3o singular, numa maneira do falasser habitar seu ex\u00edlio e encontrar uma forma poss\u00edvel de la\u00e7o com o Outro.<\/p>\n<p>Perguntamo-nos, ent\u00e3o: como opera a transfer\u00eancia quando o que se apresenta na\u00a0 experi\u00eancia n\u00e3o \u00e9 um sujeito suposto saber, mas um gozo que insiste para al\u00e9m do sentido? De que modo o analista pode fazer parceria com o falasser diante daquilo que, do acontecimento de corpo e das marcas de lal\u00edngua, escapa \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o? Em uma \u00e9poca marcada pelo enfraquecimento das refer\u00eancias simb\u00f3licas e pela incid\u00eancia direta do real, quais s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es para que uma an\u00e1lise possibilite a inven\u00e7\u00e3o de um fazer singular com o gozo? Se o Inconsciente Real n\u00e3o se revela prioritariamente pela via do sentido, mas pela repeti\u00e7\u00e3o do gozo UM inscrito na letra de corpo, como pode operar a psican\u00e1lise? O que pode uma an\u00e1lise diante daquilo que insiste, itera e n\u00e3o cessa de n\u00e3o se escrever?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Ansermet, F. (2026). Renascer para a linguagem: De um ex\u00edlio a outro. <em>Curinga, 61<\/em> (Dossi\u00ea <em>Ex\u00edlios<\/em>), 20\u201325. Escola Brasileira de Psican\u00e1lise \u2013 Se\u00e7\u00e3o Minas Gerais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Bassols, M. (2026). O duplo ex\u00edlio da verdade.<em> Curinga, 61<\/em> (Dossi\u00ea <em>Ex\u00edlios<\/em>), 26\u201331. Escola Brasileira de Psican\u00e1lise \u2013 Se\u00e7\u00e3o Minas Gerais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Brousse, M-H. O Inconsciente \u00e9 a Pol\u00edtica. S\u00e3o Paulo: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2018.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Freud, S. (2010). O inconsciente. In <em>Obras completas<\/em> (Vol. 12, P. C. de Souza, Trad., pp. 99\u2013150). Companhia das Letras. (Obra original publicada em 1915).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Freud, S. (1915\/2010). Puls\u00f5es e suas vicissitudes. In <em>Obras completas<\/em> (Vol. 12). Companhia das Letras.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Freud, S. (2010). Al\u00e9m do princ\u00edpio do prazer. In <em>Obras completas<\/em> (Vol. 14, P. C. de Souza, Trad., pp. 161\u2013239). Companhia das Letras. (Obra original publicada em 1920).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Freud, S. (2010). O mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o. In <em>Obras completas<\/em> (Vol. 18, P. C. de Souza, Trad., pp. 13\u2013122). Companhia das Letras. (Obra original publicada em 1930).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Freud, S. (2011). O eu e o isso. In <em>Obras completas<\/em> (Vol. 16, P. C. de Souza, Trad., pp. 13\u201374). Companhia das Letras. (Obra original publicada em 1923).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Freud, S. (2011). Psicologia das massas e an\u00e1lise do eu. In <em>Obras completas<\/em> (Vol. 15, P. C. de Souza, Trad., pp. 13\u2013113). Companhia das Letras. (Obra original publicada em 1921).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Freud, S. (2012). Totem e tabu. In <em>Obras completas<\/em> (Vol. 11, P. C. de Souza, Trad., pp. 13\u2013244). Companhia das Letras. (Obra original publicada em 1913).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Freud, S. (2019). <em>A interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos<\/em> (P. C. de Souza, Trad.). Companhia das Letras. (Obra original publicada em 1900).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Lacan, J. (1993). <em>Televis\u00e3o<\/em> (A. Quinet, Trad.). Rio de Janeiro, RJ: Jorge Zahar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Lacan, J. (1966\u20131967). <em>O semin\u00e1rio, livro 14: A l\u00f3gica da fantasia<\/em> [Semin\u00e1rio in\u00e9dito]. Semin\u00e1rio proferido entre 16 de novembro de 1966 e 21 de junho de 1967.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Lacan, J. (1988). <em>O semin\u00e1rio, livro 11: Os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise<\/em> (M. D. Magno, Trad.). Jorge Zahar. (Original publicado em 1973).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Lacan, J. (1985). <em>O semin\u00e1rio, livro 20: Mais, ainda<\/em> (M. D. Magno, Trad.). Jorge Zahar. (Semin\u00e1rio proferido em 1972-1973).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Lacan, J. (1976\u20131977). <em>O semin\u00e1rio, livro 24: L&#8217;insu que sait de l&#8217;une-b\u00e9vue s&#8217;aile \u00e0 mourre<\/em> [Semin\u00e1rio in\u00e9dito]. Semin\u00e1rio proferido entre 16 de novembro de 1976 e 17 de maio de 1977.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Miller, J.-A. (2011). Intui\u00e7\u00f5es milanesas I (Tradu\u00e7\u00e3o de In\u00eas Autran Dourado Barbosa). <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana Online, 5<\/em>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Miller, J.-A. (2011). Intui\u00e7\u00f5es milanesas II (Tradu\u00e7\u00e3o de In\u00eas Autran Dourado Barbosa). <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana Online, 6<\/em>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Miller, J.-A. (2011). <em>O ser e o Um: Semin\u00e1rio de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana III, 13<\/em>. Curso ministrado de 19 de janeiro a 15 de junho de 2011.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Miller, J.-A. (2023). A teoria do parceiro. <em>Pharmakon Digital, 4<\/em>, 31\u201372. <a href=\"https:\/\/pharmakondigital.com\/a-teoria-do-parceiro\/\">https:\/\/pharmakondigital.com\/a-teoria-do-parceiro<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Miller, J.-A. (1998). <em>Silet: Os paradoxos da puls\u00e3o de Freud a Lacan<\/em> (Semin\u00e1rio de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Naparstek, F., &amp; Sotelo, I. (2025). <em>Freud y Lacan: Una br\u00fajula para leer los s\u00edntomas contempor\u00e1neos<\/em>. Olivos, Argentina: Grama Ediciones.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Tradu\u00e7\u00e3o livre da express\u00e3o \u201c<em>l\u00b4une-b\u00e9vue\u201d <\/em>utilizada por Lacan no <em>semin\u00e1rio, livro 24: L&#8217;insu que sait de l&#8217;une-b\u00e9vue s&#8217;aile \u00e0 mourre<\/em> [Semin\u00e1rio in\u00e9dito]. Semin\u00e1rio proferido entre 16 de novembro de 1976 e 17 de maio de 1977.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cartel respons\u00e1vel: S\u00f4nia Vicente (Mais-Um), Paulo Gabrielli, C\u00e9lia Salles, Ethel Poll e Virg\u00ednia Dazzani &nbsp; 1.1 O inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica Este t\u00f3pico se prop\u00f5e a explorar as consequ\u00eancias da c\u00e9lebre formula\u00e7\u00e3o de Jacques Lacan, apresentada no Semin\u00e1rio 14 e retomada por Jacques-Alain Miller em Intui\u00e7\u00f5es Milanesas: \u201co inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica\u201d. Mais do que&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-5311","page","type-page","status-publish","hentry","entry","no-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2026\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/5311","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2026\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2026\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2026\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2026\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5311"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2026\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/5311\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5447,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2026\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/5311\/revisions\/5447"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2026\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5311"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}