{"id":57890,"date":"2025-11-18T09:29:45","date_gmt":"2025-11-18T12:29:45","guid":{"rendered":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2025\/?p=57890"},"modified":"2025-11-18T09:39:07","modified_gmt":"2025-11-18T12:39:07","slug":"o-analista-a-formacao-e-a-experiencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2025\/o-analista-a-formacao-e-a-experiencia\/","title":{"rendered":"\u201cO analista, a forma\u00e7\u00e3o e a experi\u00eancia \u201d"},"content":{"rendered":"<h3><strong>PLEN\u00c1RIA 4 \u2013 \u201cTORNAR-SE ANALISTA: UMA EXPERI\u00caNCIA\u201d<\/strong><\/h3>\n<p>CONSELHO EBP\/BAHIA: Al\u00e9ssia Fontenelle, Anal\u00edcea Calmon, F\u00e1tima Sarmento, Lucy de Castro, M\u00f4nica Hage (Presidente) e Pablo Sauce (Secret\u00e1rio).<\/p>\n<hr \/>\n<h5><em>M\u00f4nica Hage (EBP\/AMP)<\/em><\/h5>\n<p>Boa tarde a todos.<\/p>\n<p>O trabalho do Conselho da Se\u00e7\u00e3o Bahia esse ano, atrav\u00e9s do Semin\u00e1rio de Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana, abordou como tema central <strong>\u201cAdvir analisante, tornar-se analista: uma quest\u00e3o de Escola\u201d. <\/strong><\/p>\n<p>A pergunta sobre o que \u00e9 um analista toca diretamente na quest\u00e3o da sua forma\u00e7\u00e3o e, inevitavelmente, se articula com questionamentos quanto ao exerc\u00edcio da psican\u00e1lise. Gostaria de come\u00e7ar por essa quest\u00e3o.<\/p>\n<p>Os projetos de regulamenta\u00e7\u00e3o da psican\u00e1lise, que tentam transform\u00e1-la em profiss\u00e3o, com estatuto legal, regulado por leis do Estado e das Universidades, encontram forte resist\u00eancia da comunidade anal\u00edtica que, reunida atrav\u00e9s do Movimento Articula\u00e7\u00e3o das Entidades Psicanal\u00edticas Brasileiras estiveram presente recentemente no dia 18\/09\/25, em uma audi\u00eancia p\u00fablica, na C\u00e2mara dos Deputados, em Bras\u00edlia. Psicanalistas, representando diversas institui\u00e7\u00f5es de psican\u00e1lise, atrav\u00e9s de argumentos contundentes, puderam demonstrar que um diploma n\u00e3o capacita algu\u00e9m a exercer esse of\u00edcio, j\u00e1 que h\u00e1 uma radical diferen\u00e7a entre ser \u201cdiplomado\u201d e estar \u201chabilitado\u201d para tal.<\/p>\n<p>Desde Freud, as quest\u00f5es sobre o exerc\u00edcio da psican\u00e1lise j\u00e1 se encontravam em discuss\u00e3o. Um debate primoroso \u00e9 encontrado em \u201cA quest\u00e3o da an\u00e1lise leiga\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, onde ele defendia que esse exerc\u00edcio n\u00e3o deveria ser restrito aos m\u00e9dicos. Ali Freud tentou demonstrar a necessidade de uma forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para se tornar analista, que n\u00e3o estava atrelada \u00e0 forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, ressaltando que a condi\u00e7\u00e3o essencial para exercer a psican\u00e1lise era a an\u00e1lise pessoal.<\/p>\n<p>Avan\u00e7ando um pouco mais nessa quest\u00e3o, Lacan vir\u00e1 radicalizar qualquer ideia de regulamenta\u00e7\u00e3o, ao introduzir o significante \u201cEscola\u201d, dando ao grupo anal\u00edtico uma forma distinta da forma cl\u00e1ssica das sociedades anal\u00edticas existentes at\u00e9 ent\u00e3o. Sem partir de uma lista de didatas, nem liberar diploma para o exerc\u00edcio da pr\u00e1tica anal\u00edtica, o conceito de Escola funda-se na falta de identidade do que \u00e9 um analista, ou seja, a Escola deve ser o lugar onde n\u00e3o se sabe o que \u00e9 um analista. Aqui temos um primeiro paradoxo. A pergunta sobre \u201co que \u00e9 um analista\u201d se coloca no centro da Escola. Mas a Escola deve ser \u201co lugar da ignor\u00e2ncia acerca do que \u00e9 um analista\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. \u00c9 poss\u00edvel, no entanto, sair desse paradoxo j\u00e1 que \u201cn\u00e3o se sabe o que \u00e9 isso (o analista), mas pode-se apreender o que ele \u00e9 um-por-um, caso-a-caso\u201d. Ou seja, n\u00e3o h\u00e1 uma defini\u00e7\u00e3o universal, mas ser\u00e1 poss\u00edvel, \u201cno particular de cada an\u00e1lise, situar tanto o objeto em quest\u00e3o quanto o que a an\u00e1lise ter\u00e1 feito desse objeto\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p>Lacan institui o passe, na Proposi\u00e7\u00e3o de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista da Escola, orientando-se pela ideia de que n\u00e3o importa quantas horas uma pessoa passe deitada em um div\u00e3, se ela n\u00e3o puder demonstrar que essas horas mudaram sua posi\u00e7\u00e3o. O passe seria a forma de transmiss\u00e3o sobre como o analisante, agora analista, encontrou um saber fazer para se virar para reduzir ao m\u00e1ximo a sua neurose.<\/p>\n<p>O conceito de Escola suscita tamb\u00e9m outro paradoxo: a Escola \u00e9 constitu\u00edda enquanto uma forma\u00e7\u00e3o coletiva que n\u00e3o faz desaparecer, mas sim preservar a solid\u00e3o subjetiva de seus membros. \u201cA Escola \u00e9 a soma de solid\u00f5es subjetivas\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>, aponta Miller na Teoria de Turim, e \u00e9 este o sentido de nossa f\u00f3rmula, \u201cum a um\u201d. Uma f\u00f3rmula, com seu \u201cum a um\u201d, que aponta para um modo de funcionamento que n\u00e3o se baseia na ess\u00eancia do analista.<\/p>\n<p>Se do desejo de Freud procedeu uma comunidade que tomou a forma de uma sociedade anal\u00edtica, ligada a um pai, o desejo de Lacan foi al\u00e9m do pai, e dele procedeu uma Escola. A Escola \u00e9 n\u00e3o-toda. N\u00e3o h\u00e1 todo da Escola. \u00c9 um conjunto sem universal, sem um ideal e logicamente inconsistente. \u201cO cora\u00e7\u00e3o da Escola n\u00e3o \u00e9 nem o NP, nem o falo totalizador, mas sim o vazio de S (A\/)\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o tenhamos uma defini\u00e7\u00e3o, um conceito, por outro lado temos as categorias criadas por Lacan quando fundou sua Escola. O AME, analista membro da Escola, t\u00edtulo que consagra algu\u00e9m que funciona como analista; precisa ser reconhecido pela Escola como algu\u00e9m que \u201ccomprovou sua capacidade\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>, na pr\u00e1tica. O Analista da Escola, o AE, \u00e9 um lugar que \u201cimplica que se queira ocupar\u201d; \u201cs\u00f3 se pode estar nele por t\u00ea-lo demandado\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>. O AE, segundo Miller, \u00e9 \u201cum certo estado do sujeito em rela\u00e7\u00e3o com o seu gozo\u201d<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>. \u00c9 isso que se deve verificar ao final de uma an\u00e1lise: que \u201cse tenha realizado uma certa modifica\u00e7\u00e3o subjetiva que faz de algu\u00e9m um analista\u201d<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>. Aqui n\u00e3o se trata da fun\u00e7\u00e3o de analista. Ter chegado ao final da an\u00e1lise, e ter feito o passe, n\u00e3o significa que o sujeito saber\u00e1 fazer com o outro, mas sim trata-se de um saber fazer com o seu inconsciente.<\/p>\n<p>Podemos dizer ainda que, sob o ponto de vista da experi\u00eancia, o AE \u00e9 aquele que est\u00e1 na experi\u00eancia; que viveu a experi\u00eancia, contingente, de chegar ao fim de sua an\u00e1lise. O AME, por sua vez, \u00e9 aquele que tem uma experi\u00eancia acumulada pelos seus anos de pr\u00e1tica. Um, viveu a experi\u00eancia <strong>na <\/strong>pr\u00e1tica; o outro, viveu a experi\u00eancia <strong>da<\/strong> pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>O conceito de Escola implica, portanto, que o analista \u00e9 o resultado da sua pr\u00f3pria an\u00e1lise, e n\u00e3o o exerc\u00edcio de uma pr\u00e1tica. Implica, por fim, numa mudan\u00e7a na defini\u00e7\u00e3o de analista, j\u00e1 que h\u00e1 uma parte que responde ao conceito cl\u00e1ssico de analista (o AME), e outra que n\u00e3o (o AE). No dispositivo do passe deve-se acolher o analisante como aquele que pode nos ensinar sobre o que \u00e9 um analista, pois se n\u00e3o existe um conceito n\u00e3o se pode saber a priori. Trata-se, pois, de verificar algo que n\u00e3o se sabe. Esse seria mais um paradoxo.<\/p>\n<p>Essa tens\u00e3o entre o AE e o AME nos leva a refletir sobre a verifica\u00e7\u00e3o e o controle. O passe e a supervis\u00e3o s\u00e3o dois dispositivos que asseguram os princ\u00edpios da nossa pr\u00e1tica e da nossa \u00e9tica, que n\u00e3o ser\u00e1 regulamentada por nenhuma lei do Estado, nem c\u00f3digos de \u00e9tica profissional.<\/p>\n<p>\u201c<em>Ser<\/em> analista \u00e9 t\u00e3o somente trabalhar para o <em>devir<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>, diz Miller, e, por isso, apostar no \u201ctornar-se\u201d pode ser uma boa via. Essa \u00e9 a pol\u00edtica lacaniana. O \u201cser\u201d, por sua vez, convida \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o. Seja na condu\u00e7\u00e3o do tratamento, seja na institui\u00e7\u00e3o, operar por meio da identifica\u00e7\u00e3o conduz ao pior. Se o tratamento anal\u00edtico \u00e9 um processo de des-identifica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o nos caberia mais falar em forma\u00e7\u00e3o. Como aponta Lacan (1973), \u201cn\u00e3o h\u00e1 forma\u00e7\u00e3o anal\u00edtica, n\u00e3o h\u00e1 mais do que forma\u00e7\u00f5es do inconsciente\u201d<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>. Este \u00e9 um enunciado que pode parecer paradoxal e a ele precisamos estar atentos, sobretudo em tempos de tantas tentativas de regulamenta\u00e7\u00e3o da psican\u00e1lise. \u201cO analista deve se formar sobretudo compreendendo a ret\u00f3rica do inconsciente\u201d; e tamb\u00e9m \u201cisto deve ser feito com as forma\u00e7\u00f5es de seu pr\u00f3prio inconsciente\u201d<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a>.<\/p>\n<p>O verdadeiro limite a qualquer forma\u00e7\u00e3o planificada \u00e9 que a psican\u00e1lise \u00e9 um saber que n\u00e3o se pode dominar por completo. A forma\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 did\u00e1tica, mas est\u00e1 orientada por uma pol\u00edtica. Pol\u00edtica de orienta\u00e7\u00e3o pelo real, ou seja, que leva em conta o que n\u00e3o \u00e9 absorvido pelo saber. Nesse ponto vale algumas palavras sobre o dispositivo da supervis\u00e3o (controle), que tem uma fun\u00e7\u00e3o dentro da pol\u00edtica da psican\u00e1lise. O controle, nos lembra Alberti<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>, nasce da desregulamenta\u00e7\u00e3o introduzida por Lacan no Ato de Funda\u00e7\u00e3o: ele se imp\u00f5e, mas n\u00e3o como uma obriga\u00e7\u00e3o. Trata-se, portanto, de um dispositivo sem standard que, fora de qualquer norma, poder\u00e1 suscitar o desejo de controle. \u00c9 nesse contexto que Serge Cottet<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a>, parafraseando Kant, traz uma indica\u00e7\u00e3o precisa: \u201cum desejo sem forma\u00e7\u00e3o \u00e9 cego; uma forma\u00e7\u00e3o sem desejo \u00e9 vazia\u201d.<\/p>\n<p>Vemos que a an\u00e1lise e a supervis\u00e3o, tamb\u00e9m denominada, an\u00e1lise de controle, somadas ao estudo, fazem parte da forma\u00e7\u00e3o. No entanto, a esse trip\u00e9, poder\u00edamos adicionar um quarto eixo: a imers\u00e3o na Escola. A Escola, enquanto espa\u00e7o de forma\u00e7\u00e3o permanente e sustenta\u00e7\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o anal\u00edtica. Para seguirmos com a psican\u00e1lise no mundo n\u00e3o basta a transmiss\u00e3o do seu saber textual. Faz-se necess\u00e1rio, ou melhor, indispens\u00e1vel a sustenta\u00e7\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o anal\u00edtica. Afinal, existe uma grande diferen\u00e7a entre estudar a teoria e subjetiv\u00e1-la. E talvez a\u00ed esteja a raiz do paradoxo da forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso passar pela experi\u00eancia de uma an\u00e1lise, atravess\u00e1-la, e despir-se da nossa roupagem fantasm\u00e1tica, para poder ent\u00e3o encarnar o objeto para a fantasia do analisante. Com um desejo esvaziado de demanda, o analista, na sua fun\u00e7\u00e3o, poder\u00e1 conduzir uma an\u00e1lise, sem estar contaminado pelas suas cren\u00e7as e preconceitos. Na economia de seu desejo lhe adv\u00e9m um \u201cdesejo in\u00e9dito, o qual se trata de verificar, para fazer o analista\u201d.<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a><\/p>\n<p>O desejo do analista, como o operador fundamental com o qual trabalhamos, se extrai, portanto, de uma an\u00e1lise. No entanto, n\u00e3o teremos que, necessariamente, ter chegado at\u00e9 o fim dela para operar com ele. Trata-se de algo contingencial que, \u00e0s vezes, acontece. Mas o fundamental \u00e9 que s\u00f3 h\u00e1 analista se ele tiver passado pela experi\u00eancia anal\u00edtica.<\/p>\n<p>Se a an\u00e1lise \u00e9 a experi\u00eancia pela qual emerge o desejo do analista, a supervis\u00e3o \u00e9 o espa\u00e7o onde esse desejo se coloca \u00e0 prova. Sabemos, no entanto, que o desejo do analista \u00e9 um desejo impuro, n\u00e3o s\u00f3 porque adv\u00e9m do pr\u00f3prio desejo fantasm\u00e1tico, feito do mesmo material da neurose, mas porque \u201cno final essa impureza fica inclu\u00edda no sintoma como um resto, junto com o gozo opaco que permanece fora de sentido\u201d<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a>. Por seisso, n\u00e3o estaremos livres deste ponto de cegueira, ponto obscuro, resto de nossa posi\u00e7\u00e3o de gozo.<\/p>\n<p>Para finalizar, Miller adverte, \u201cqueremos analistas que sejam analisantes, analisantes perp\u00e9tuos\u201d<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a>, \u00a0sempre estaremos em contato com o inconsciente. Aqui nos deparamos com a quest\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o, e retornamos a uma afirma\u00e7\u00e3o j\u00e1 trazida: \u201cs\u00f3 h\u00e1 forma\u00e7\u00f5es do inconsciente\u201d. Lacan<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\">[18]<\/a> diz que \u201ca \u00fanica forma\u00e7\u00e3o que podemos pretender transmitir \u00e0queles que nos seguem, ela se chama: um estilo\u201d. Nesse contexto, entendo que ele afirma que o estilo \u00e9 aquilo que se decanta de uma an\u00e1lise. Neste caso, se essa leitura procede, ao sustentar o passe e nomear o analista, uma das apostas da Escola seria no estilo de cada um? Concluo aqui, com mais esse paradoxo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Freud, S. A quest\u00e3o da an\u00e1lise leiga (1926). In: Obras Completas de Sigmund Freud. Vol.XX. Ed. Standard Brasileira. Rio de Janeiro: Imago, 1980.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Miller, J.A. El Concepto de Escuela, pg. 225. <em>In<\/em> El Nascimiento del Campo Freudiano. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2023.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Vieira, M. A. Uma leitura do Ato de funda\u00e7\u00e3o de Jacques Lacan. Arquivos da biblioteca, n. 18. EBP-Rio: Rio de Janeiro, 2024.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Miller, J.A. Teorim de Turim. Op\u00e7\u00e3o Lacaniana online nova s\u00e9rie. Ano 7. N\u00famero 21. Novembro 2016.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Monribot, P. Uma er\u00f3tica da Escola. Op\u00e7\u00e3o Lacaniana, n. 29. Dezembro, 2000.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Lacan, J. Proposi\u00e7\u00e3o de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista da Escola. <em>In<\/em> Outros Escritos. Rio de Janeiro: Zahar, 2003.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Idem.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Miller, J.A. El Concepto de Escuela. <em>In<\/em> El Nascimiento del Campo Freudiano. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2023.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Idem<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Miller, J.A. Como algu\u00e9m se torna analista na orla do s\u00e9culo XXI, pg.84. <em>In \u00a0<\/em>Aposta no passe. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2018.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Lacan, J.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Laurent. E. Pol\u00edtica do passe e identifica\u00e7\u00e3o dessegregativa. Op\u00e7\u00e3o Lacaniana, n.82. Abril, 2020.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> Alberti, C. Se formar, se flexibilizar. Pref\u00e1cio do livro de R\u00f4mulo Ferreira da Silva: A supervis\u00e3o (controle) na forma\u00e7\u00e3o do psicanalista. Belo Horizonte: Relic\u00e1rio, 2019.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> Cottet, S. A autonomia da supervis\u00e3o. <em>In<\/em>: A confid\u00eancia dos supervisores. Op\u00e7\u00e3o Lacaniana n. 35. Janeiro, 2003.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> Lacan, J. Nota Italiana. In Outros Escritos, p.311. Rio de Janeiro: Zahar, 2003<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> Brodsky. G. \u201cEl brote amargo del Bamb\u00fa&#8230;\u201d, Lo Real puesto al dia en el siglo XI. Grama, Bs. As., 2014.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a> Miller, J.A. Como algu\u00e9m se torna analista na orla do s\u00e9culo XXI, pg.84. <em>In \u00a0<\/em>Aposta no passe. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2018.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\">[18]<\/a> Lacan, J. A psican\u00e1lise e seu ensino<em>. In:<\/em> Escritos. Rio de janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PLEN\u00c1RIA 4 \u2013 \u201cTORNAR-SE ANALISTA: UMA EXPERI\u00caNCIA\u201d CONSELHO EBP\/BAHIA: Al\u00e9ssia Fontenelle, Anal\u00edcea Calmon, F\u00e1tima Sarmento, Lucy de Castro, M\u00f4nica Hage (Presidente) e Pablo Sauce (Secret\u00e1rio). M\u00f4nica Hage (EBP\/AMP) Boa tarde a todos. O trabalho do Conselho da Se\u00e7\u00e3o Bahia esse ano, atrav\u00e9s do Semin\u00e1rio de Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana, abordou como tema central \u201cAdvir analisante, tornar-se analista:&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[520],"tags":[],"class_list":["post-57890","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-plenarias","category-520","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57890","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2025\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2025\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2025\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57890"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57890\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57891,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57890\/revisions\/57891"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2025\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57890"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2025\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57890"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2025\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57890"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}