{"id":57877,"date":"2025-11-18T09:11:14","date_gmt":"2025-11-18T12:11:14","guid":{"rendered":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2025\/?p=57877"},"modified":"2025-11-19T05:34:25","modified_gmt":"2025-11-19T08:34:25","slug":"ler-os-sintomas-contemporaneos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2025\/ler-os-sintomas-contemporaneos\/","title":{"rendered":"Ler os sintomas contempor\u00e2neos"},"content":{"rendered":"<h5>Julia Solano<\/h5>\n<p>Come\u00e7o citando essa frase de Lacan no semin\u00e1rio 11. \u201c\u00c0 an\u00e1lise n\u00e3o cabe encontrar &#8230;porque sua filha \u00e9 muda-, pois, o de que se trata \u00e9 faz\u00ea-la falar.\u201d (Lacan, 1964, p.18)<\/p>\n<p>Penso que ilustra bem o que se passa no cotidiano da cl\u00ednica contempor\u00e2nea marcado por\u00a0 encontros com <em>falasseres<\/em> sofrendo em virtude dos impasses sintom\u00e1ticos gerados por um corpo que se satisfaz em si mesmo, sem Outro. Sintomas que nada querem dizer, n\u00e3o fazem enigma. O que se apresenta de in\u00edcio \u00e9 muito mais da ordem do sil\u00eancio da puls\u00e3o de morte do que da palavra. Se n\u00e3o h\u00e1 uma pergunta em jogo, como faz\u00ea-los falar?<\/p>\n<p>A cl\u00ednica psicanal\u00edtica cl\u00e1ssica nos d\u00e1 as coordenadas sobre o in\u00edcio de um tratamento anal\u00edtico. Diante de um abalo fantasm\u00e1tico contingencial, o sintoma emerge perturbando o sujeito, que busca uma an\u00e1lise. O sintoma apresenta-se a\u00ed com suas duas faces. A face de satisfa\u00e7\u00e3o articulada ao gozo e a face articulada ao sentido, enquanto mensagem a ser decifrada.<\/p>\n<p>O percurso anal\u00edtico, nesta perspectiva, iria na dire\u00e7\u00e3o de esvaziar o sentido, abalando identifica\u00e7\u00f5es que orientavam a vida do sujeito nesta travessia do fantasma fundamental, que tem como efeito um encontro com a falta do Outro. Nessa dire\u00e7\u00e3o, o trabalho se construiria a partir do inconsciente transferencial e avan\u00e7aria rumo ao que Lacan chama de inconsciente real. Ou seja, um trabalho que visa fazer desconsistir o Outro, esvaziando-o de sentido, em dire\u00e7\u00e3o ao n\u00facleo real sintom\u00e1tico, ao Um.<\/p>\n<p>A problem\u00e1tica atual, engendrada pela ascens\u00e3o do discurso capitalista, passa pela evapora\u00e7\u00e3o do pai e suas consequ\u00eancias: recha\u00e7o \u00e0 castra\u00e7\u00e3o e \u00e0s coisas do amor; e \u00a0queda de ideais que norteavam a vida dos sujeitos. Neste contexto, o estatuto do Outro torna-se prejudicado, fato que gera consequ\u00eancias diretas para a pr\u00e1tica cl\u00ednica. Nos deparamos com pacientes que gozam autisticamente de seus sintomas e nada querem saber sobre os mesmos. Muitas vezes v\u00eam ao consult\u00f3rio trazidos por algu\u00e9m, ou quando v\u00eam por vontade pr\u00f3pria manifestam um sofrimento que n\u00e3o faz enigma. N\u00e3o h\u00e1 uma demanda de saber dirigida ao analista.<\/p>\n<p>Por isso, Cosenza destaca: \u201cEstamos em um momento da hist\u00f3ria em que lidamos com sintomas que n\u00e3o t\u00eam mais significado para quem os vivencia, mas com a encarna\u00e7\u00e3o de um gozo que lhe \u00e9 imposto. \u00c9 a era do inconsciente real a que Lacan aludiu em meados de 1970, em seu pref\u00e1cio a edi\u00e7\u00e3o inglesa do semin\u00e1rio 11.\u201d (Cosenza, 2024, p.61)<\/p>\n<p>Os sintomas contempor\u00e2neos na medida em que perdem sua capacidade metaf\u00f3rica, apresentam-se na sua dimens\u00e3o de sem sentido, literais, muito mais pr\u00f3ximos do inconsciente real do que do que inconsciente transferencial.<\/p>\n<p>Se a cl\u00ednica cl\u00e1ssica caminharia do inconsciente transferencial para o inconsciente real, como j\u00e1 mencionado anteriormente, a cl\u00ednica atual nos coloca frente a frente, desde o princ\u00edpio, com esse gozo indiz\u00edvel que concerne ao Um. Tal fato nos permite perceber que \u00e9 imposs\u00edvel abordar estes casos sem contar com os ensinamentos elaborados por Lacan no seu ultim\u00edssimo ensino.<\/p>\n<p>Este \u00faltimo momento do ensino lacaniano introduz uma virada importante, reorientando o manejo anal\u00edtico n\u00e3o mais pelo Outro, e sim pelo gozo. Conceitos como Um, <em>lal\u00ed<\/em><em>ngua<\/em>, letra assumem o protagonismo e mudam a condu\u00e7\u00e3o do tratamento. Como destaca Bernardino Horne, a transfer\u00eancia que na cl\u00ednica do Outro centrava-se na estrutura do saber inconsciente, agora centra-se tamb\u00e9m na posi\u00e7\u00e3o de gozo do falasser. \u201cA transfer\u00eancia \u00e9 ao real e se abre quando o analista \u2013 no in\u00edcio da an\u00e1lise, e com cada analisando em seu devido tempo \u2013 se alinha, se orienta, se deixa atrair por um ponto de real,&#8230; um puro real opaco a todo sentido, que se inscreve como sinthoma, no exato instante do acontecimento de corpo.\u201d (Horne, 2022, p.64)<\/p>\n<p>\u00c9 justo o que destaca Lacan quando afirma que. \u201cO primeiro passo da experi\u00eancia anal\u00edtica \u00e9 introduzir nela o Um, como o analista que se \u00e9\u201d. (Lacan, 2012, p.123)<\/p>\n<p>A orienta\u00e7\u00e3o pelo real passa a ser o fio condutor da cl\u00ednica anal\u00edtica a partir dessa virada de Lacan, seja nos casos de neuroses cl\u00e1ssicas ou nos casos de sintomas contempor\u00e2neos. O que ocorre, por\u00e9m, \u00e9 que os \u00faltimos parecem estar mais pr\u00f3ximos do Um do que os primeiros na medida em que se constroem sem o Outro.<\/p>\n<p>A elabora\u00e7\u00e3o de Cosenza se ap\u00f3ia na id\u00e9ia de que a inoper\u00e2ncia do Outro nos sintomas contempor\u00e2neos, impede que o gozo primordial seja barrado, prejudicando assim a cess\u00e3o do objeto. \u201cSem essa cess\u00e3o libidinal do objeto, o ser falante permanece numa rela\u00e7\u00e3o de proximidade com das Ding que impede uma separa\u00e7\u00e3o efetiva. O gozo, portanto, permanece restrito ao corpo, adquirindo um car\u00e1ter auto-er\u00f3tico excessivo.\u201d(Cosenza, 2024, pg. )<\/p>\n<p>Por isso, segundo ele, os sintomas contempor\u00e2neos precisam ser tomados enquanto forma\u00e7\u00f5es que, na medida em que precedem a entrada do Outro simb\u00f3lico, apresentam-se na sua literalidade, o que os deixaria mais pr\u00f3ximos da sua fun\u00e7\u00e3o de letra de gozo.<\/p>\n<p>Para compreender essa aproxima\u00e7\u00e3o entre sintomas contempor\u00e2neos e letra de gozo, me pareceu importante dar algumas palavras sobre a \u00faltima. Longe de tentar responder ou definir um conceito t\u00e3o complexo, destaco aqui apenas um aspecto relacionado a ela, quanto a sua fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Lacan, no semin\u00e1rio 22 traz algumas elabora\u00e7\u00f5es bastante precisas sobre fun\u00e7\u00e3o da letra de gozo:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cA fun\u00e7\u00e3o do sintoma, fun\u00e7\u00e3o como f da formula\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica f(x). O que \u00e9 esse x? \u00c9 o que do inconsciente pode se traduzir por uma letra. Do inconsciente todo Um, enquanto o que sustenta o significante no qual o inconsciente consiste, todo Um \u00e9 suscept\u00edvel de se escrever por uma letra&#8230; O importante aqui \u00e9 a refer\u00eancia a escritura para situar a repeti\u00e7\u00e3o do sintoma.\u201d(Lacan, 1974\/1975, p. 38)<\/p><\/blockquote>\n<p>Essas passagem nos permite destacar a letra enquanto esse S1 que contingencialmente al\u00e7a v\u00f4o, recortando-se do enxame de lal\u00edngua. Atrav\u00e9s desta letra o Um se escreve como sintoma, instaurando uma repeti\u00e7\u00e3o destinada a n\u00e3o cessar de se escrever. O sintoma a\u00ed apresenta-se na sua vertente real, como resposta ao encontro com a n\u00e3o-rela\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>Parece fundamental essa precis\u00e3o de Lacan sobre a fun\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica da letra, pois nos faz perceber a sua fun\u00e7\u00e3o de cifrar o gozo. Ou seja, a letra, na medida em que escreve o gozo, produz um trabalho de ciframento que permite uma certa circunscri\u00e7\u00e3o do mesmo \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o sintom\u00e1tica. O gozo difuso de <em>lal\u00ed<\/em><em>ngua<\/em>, a partir desta opera\u00e7\u00e3o, passa a se apresentar de forma localizada, situando-se na compuls\u00e3o a repeti\u00e7\u00e3o do sintoma.<\/p>\n<p>A letra faz furo no real, delimitando uma borda atrav\u00e9s da qual o Outro e seus objetos poder\u00e3o se enganchar posteriormente. Como diz Alvarez, \u201ca letra \u00e9 o que esvazia, o que faz borda e deixa uma marca, mas n\u00e3o pode representar-se nem simbolicamente nem imaginariamente.\u201d (Alvarez, 2020, pg. 88) Na medida em que faz furo, ela escreve um certo trilhamento de gozo que marcar\u00e1 a repeti\u00e7\u00e3o sintom\u00e1tica.<\/p>\n<p>\u00c9 importante destacar que este processo \u00e9 anterior ao Outro e que, apesar de ser denominado enquanto repeti\u00e7\u00e3o por Lacan, \u00e9 pr\u00e9vio ao significante. A letra, na medida que escreve, cifra o gozo opaco permitindo que ele seja lido. Ela \u00e9 o que nos permite ler o que h\u00e1 do Um em cada <em>falasser,<\/em> enganchando dessa forma o gozo do Um ao gozo do discurso. A leitura, por sua vez, n\u00e3o \u00e9 da ordem do sentido, ao contr\u00e1rio, como diz Bernardino Horne, o que tentamos ler na perspectiva do \u00faltimo Lacan \u00e9 a meton\u00edmia, do mesmo modo que na primeira cl\u00ednica, tratava-se de interpretar a met\u00e1fora. A leitura, portanto, aponta muito mais para o sem sentido que repete e remete ao indiz\u00edvel do gozo Um.<\/p>\n<p>As indica\u00e7\u00f5es dadas por Lacan no que diz respeito \u00e0 fun\u00e7\u00e3o da letra de gozo parecem ser cruciais no manejo da cl\u00ednica contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p>O que observo nesta cl\u00ednica \u00e9 que, exceto nos casos em que o sintoma promove uma estabiliza\u00e7\u00e3o, os pacientes em geral apresentam um gozo deslocalizado. Os sintomas, como j\u00e1 colocado, manifestam-se de maneira literal, na medida em que aparecem completamente dissociados da palavra. A consequ\u00eancia disso seria um certo desbussolamento acompanhado pela recorr\u00eancia de passagens ao ato, por parte desses pacientes.<\/p>\n<p>O sintoma da hiperatividade, por exemplo, t\u00e3o comum nos dias atuais, parece ilustrar bem essa problem\u00e1tica. Trata-se de a\u00ed de corpos que n\u00e3o se det\u00eam, passando rapidamente de uma atividade para outra de uma maneira totalmente descoordenada. O gozo, nestes casos, mostra-se completamente deslocalizado, e a repeti\u00e7\u00e3o sintom\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 localizada facilmente.<\/p>\n<p>Como fazer falar estes sintomas? Mais ainda: como l\u00ea-los? Lacan \u00e9 bastante preciso quando afirma que a escritura situa a repeti\u00e7\u00e3o do sintoma. Essa precis\u00e3o nos orienta no sentido de buscar o que h\u00e1 da fun\u00e7\u00e3o da letra naquilo que se repete na fala do paciente e que consiste na cifragem de um gozo que, a partir da escrita, passa a se localizar na repeti\u00e7\u00e3o sintom\u00e1tica.<\/p>\n<p>Nohem\u00ed Brown, em um dos semin\u00e1rios ao longo do ano, defendeu a import\u00e2ncia de buscarmos os S1s que se repetem na fala destes pacientes contempor\u00e2neos, visando dessa forma tornar o gozo leg\u00edvel. Essa interessante indica\u00e7\u00e3o cl\u00ednica n\u00e3o caminharia nesta dire\u00e7\u00e3o em que estamos trabalhando, posto que, destacar esses S1s consistiria justamente em escavar uma trilha de gozo pass\u00edvel de ser lida?<\/p>\n<p>Destaco um fragmento cl\u00ednico extra\u00eddo do livro de Cosenza para ilustrar isso. Rodolfo procura o analista no auge da pandemia em um quadro grave de anorexia que havia se instalado em poucas semanas. A gravidade do estado de sa\u00fade resulta em uma interna\u00e7\u00e3o que se estendeu por meses. Com discurso empobrecido, ele se limita a explicar a sua situa\u00e7\u00e3o associando-a ao in\u00edcio da pandemia. Ele que sempre tinha sido um menino muito solit\u00e1rio tinha, por fim, conseguido entrar para o time de basquete da escola e estava feliz com isso, mas tudo havia sido interrompido por conta da pandemia. N\u00e3o havia nenhum questionamento sobre a anorexia e, segundo o analista, ele n\u00e3o diz muito mais do que isso por muitas sess\u00f5es. \u201cPor\u00e9m a certa altura algo p\u00f4de se apertar em torno de um n\u00f3 fundamental, que diz respeito \u00e0 dimens\u00e3o traum\u00e1tica do desaparecimento.\u201d Rodolfo menciona a morte da sua av\u00f3 materna que morava no exterior, morte esta que foi tomada por ele como um desaparecimento, pois os pais decidem n\u00e3o lhe contar nada a respeito. Sem saber o que havia acontecido, ele estranha o desaparecimento da av\u00f3 ao mesmo tempo que presencia o retraimento depressivo da m\u00e3e. Semanas depois, uma prima lhe conta sobre a morte da av\u00f3, acontecimento traum\u00e1tico que Rodolfo n\u00e3o consegue elaborar. O analista destaca que o s\u00fabito desaparecimento do Outro, encarnado pela av\u00f3 morta, e a aus\u00eancia de nomina\u00e7\u00e3o por parte dos pais, resultaram na anorexiza\u00e7\u00e3o aguda e sem limites de Rodolfo. A anorexia se apresenta a\u00ed como uma solu\u00e7\u00e3o diante do abismo do desaparecimento do Outro, solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o metaf\u00f3rica mas literal, em que o sujeito n\u00e3o encontra outra maneira de se separar do que desaparecer no real. Frente ao encontro com a castra\u00e7\u00e3o ligada \u00e0 perda de objeto, Rodolfo encarna no real o seu pr\u00f3prio desaparecimento atrav\u00e9s da anorexia.<\/p>\n<p>O caso ilustra bem como, a partir do trabalho anal\u00edtico, o desaparecimento se destaca da fala do paciente, funcionando como um S1 que passa a operar escrevendo o gozo maci\u00e7o encarnado no real do corpo atrav\u00e9s do sintoma anor\u00e9xico, circunscrevendo-o em um trabalho de luto; Essa opera\u00e7\u00e3o marca um deslocamento que vai do desaparecimento do pr\u00f3prio falasser ao desaparecimento da av\u00f3. A anorexia, portanto, que nada queria dizer, pode, na medida em que se engancha com o S1, desaparecimento, ser lida. Destaco novamente que a leitura n\u00e3o se relaciona \u00e0 met\u00e1fora, mas \u00e0 meton\u00edmia, conduzindo-nos atrav\u00e9s da trilha da repeti\u00e7\u00e3o sintom\u00e1tica a cernir algo do gozo indiz\u00edvel e abrindo a possibilidade para a entrada de um Outro, o analista.<\/p>\n<p>Laurent nos lembra que a letra \u00e9 perturba\u00e7\u00e3o no discurso. Ela se relaciona n\u00e3o com a transcri\u00e7\u00e3o da fala, mas com o que se diz nas entrelinhas, o que se recusa ao dito expl\u00edcito.<\/p>\n<p>Ler o sintoma, portanto, aponta a deixar-nos orientar por aquilo que se repete na fala do paciente cernindo um imposs\u00edvel de dizer, algo que est\u00e1 para al\u00e9m do que se escuta,<\/p>\n<p>algo que se escreve.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/h6>\n<h6>ALV\u00c1REZ BAY\u00d3N, Patricio. El autismo, entre lalengua y la letra. Buenos Aires: Grama Ediciones, 2020.<\/h6>\n<h6>COSENZA, Domenico. Cl\u00ednica do excesso: derivas pulsionais e solu\u00e7\u00f5es sintom\u00e1ticas na psicopatologia contempor\u00e2nea. Belo Horizonte: Editora Scriptum, 2024.<\/h6>\n<h6>HORNE, Bernardino; GURGEL, Iordan (orgs.). O Campo Uniano \u2013 O \u00daltimo Ensino de Lacan e Suas Consequ\u00eancias. Goi\u00e2nia: Editora Ares, 2022.<\/h6>\n<h6>LACAN, Jacques. O Semin\u00e1rio, livro 11: Os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise (1964). ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1985.<\/h6>\n<h6>LACAN, Jacques. O Semin\u00e1rio, livro 19: \u2026ou pior (1971-1972). ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2012.<\/h6>\n<h6>LACAN, Jacques. O Semin\u00e1rio, livro 22: R.S.I. (1974-1975). [In\u00e9dito. Transcri\u00e7\u00e3o n\u00e3o oficial].<\/h6>\n<h6>LAURENT, \u00c9ric. O Avesso da Biopol\u00edtica: uma escrita para o gozo. Rio de Janeiro: Contra Capa Editora, 2016.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Julia Solano Come\u00e7o citando essa frase de Lacan no semin\u00e1rio 11. \u201c\u00c0 an\u00e1lise n\u00e3o cabe encontrar &#8230;porque sua filha \u00e9 muda-, pois, o de que se trata \u00e9 faz\u00ea-la falar.\u201d (Lacan, 1964, p.18) Penso que ilustra bem o que se passa no cotidiano da cl\u00ednica contempor\u00e2nea marcado por\u00a0 encontros com falasseres sofrendo em virtude dos&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[520],"tags":[],"class_list":["post-57877","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-plenarias","category-520","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57877","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2025\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2025\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2025\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57877"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57877\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57905,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57877\/revisions\/57905"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2025\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57877"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2025\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57877"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2025\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57877"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}