{"id":57639,"date":"2025-03-30T08:20:36","date_gmt":"2025-03-30T11:20:36","guid":{"rendered":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2025\/?page_id=57639"},"modified":"2025-05-18T04:56:29","modified_gmt":"2025-05-18T07:56:29","slug":"entre-vistas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2025\/entre-vistas\/","title":{"rendered":"Entre Vistas"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row full_width=&#8221;stretch_row&#8221; bg_type=&#8221;bg_color&#8221; bg_color_value=&#8221;#E3E3E3&#8243; css=&#8221;.vc_custom_1747554987842{margin-top: -80px !important;}&#8221;][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]A rubrica ENTRE VISTAS \u00e9 um espa\u00e7o criado pela Comiss\u00e3o de Comunica\u00e7\u00e3o com o objetivo de funcionar como um balaio de ideias para ir aquecendo as turbinas da nossa Jornada.<\/p>\n<p>Entre p\u00e1ginas, entre v\u00ea-se, entre vistas\u2026<\/p>\n<p>Entrevistas preliminares por vezes se fazem entre vistas, correndo o olhar sobre aquilo que se deixou imprimir, marcar&#8230;<\/p>\n<p>Nessa se\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m entre vistas que folheamos os livros de refer\u00eancia a essas jornadas e exploramos o \u00e1udiovisual. Recolhendo fragmentos do que se achou impresso em papel, bits, faixas e telas, e por conseguinte na atualidade dessa pr\u00e1xis.<\/p>\n<p>Os trechos aqui dispostos &#8211; um filme, uma m\u00fasica, pequenos v\u00eddeos, visam abrir uma brecha para ati\u00e7ar o olhar a buscar um pouco mais&#8230;[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">[vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<span style=\"color: #ff0000;\"><b>Entre p\u00e1ginas, entre v\u00ea-se, entre vistas\u2026<\/b><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>FREUD:<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cSobre o in\u00edcio do tratamento (novas recomenda\u00e7\u00f5es sobre a t\u00e9cnica da psican\u00e1lise I) (1913)\u201d. <i>O caso Schreber, artigos sobre t\u00e9cnica e outros trabalhos (1911-1913). <\/i>Rio de Janeiro: Imago, 1996. pp. 136-158.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Para falar claramente, a psican\u00e1lise \u00e9 sempre quest\u00e3o de longos per\u00edodos de tempo, de meio ano ou de anos inteiros &#8211; de per\u00edodos maiores do que o paciente espera. \u00c9 nosso dever, portanto, dizer-lhe isso antes que ele se decida finalmente sobre o tratamento. Considero muito mais honroso, e tamb\u00e9m mais conveniente, chamar sua aten\u00e7\u00e3o &#8211; sem tentar assust\u00e1-lo, mas bem no come\u00e7o &#8211; para as dificuldades e sacrif\u00edcios que o tratamento anal\u00edtico envolve, e, desta maneira, priv\u00e1-lo de qualquer direito de dizer mais tarde que foi enganado para um tratamento de cuja extens\u00e3o e implica\u00e7\u00f5es n\u00e3o se deu conta. Um paciente que se deixa dissuadir por esta informa\u00e7\u00e3o mostrar-se-ia, de qualquer modo, inadequado posteriormente.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Freud S. Sobre o In\u00edcio do Tratamento (1913). In: Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago; 2006. v. 12, p. 139-158.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cDificuldades especiais surgem quando o analista e seu novo paciente, ou suas fam\u00edlias, acham-se em termos de amizade ou t\u00eam la\u00e7os sociais um com o outro. O psicanalista chamado a encarregar-se do tratamento da esposa ou do filho de um amigo deve estar preparado para que isso lhes custe essa amizade, qualquer que seja o resultado do tratamento; todavia, ter\u00e1 de fazer o sacrif\u00edcio, se n\u00e3o puder encontrar um substituto merecedor de confian\u00e7a.\u201d p. 141.<\/p>\n<p>[&#8230;] me acostumei a aceitar, de in\u00edcio apenas provisoriamente, por uma a duas semanas, pacientes dos quais pouco sei. Se durante esse per\u00edodo ocorrer uma interrup\u00e7\u00e3o, poupamos ao doente a impress\u00e3o desagrad\u00e1vel de uma tentativa fracassada de cura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cConfer\u00eancia XXVII: Transfer\u00eancia\u201d. <i>Confer\u00eancias introdut\u00f3rias sobre psican\u00e1lise (Parte III) (1916-1917). <\/i>Rio de Janeiro: Imago, 1996. pp. 433-448.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Devemos n\u00e3o esquecer que a doen\u00e7a do paciente, que aceitamos para analisar, n\u00e3o \u00e9 algo acabado e tornado r\u00edgido, mas algo que ainda est\u00e1 crescendo e evoluindo como um organismo vivo. O in\u00edcio do tratamento n\u00e3o p\u00f5e um fim a essa evolu\u00e7\u00e3o; quando, por\u00e9m, o tratamento logra o dom\u00ednio sobre o paciente, ocorre a totalidade da produ\u00e7\u00e3o de sua doen\u00e7a concentrar-se em um \u00fanico ponto &#8211; sua rela\u00e7\u00e3o com o m\u00e9dico.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>LACAN:<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><i>Estou falando com as paredes<\/i>. Rio de Janeiro: Zahar, 2011.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Todos sabem &#8211; alguns o ignoram &#8211; da minha insist\u00eancia nas entrevistas preliminares na an\u00e1lise com aqueles que me pedem orienta\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 entrada poss\u00edvel na an\u00e1lise sem entrevistas preliminares. (p. 41)<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><i>O semin\u00e1rio, livro 7<\/i>: a \u00e9tica da psican\u00e1lise (1959-1960). Rio de Janeiro: Zahar, 2008.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A experi\u00eancia moral em quest\u00e3o na an\u00e1lise \u00e9 tamb\u00e9m aquela que se resume no imperativo original que prop\u00f5e o que se poderia chamar, no caso, de a ascese freudiana &#8211; esse <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Wo Es war, Soll Ich werden, <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">a que Freud chegou na segunda parte de suas <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Vorlesungen <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">sobre a psican\u00e1lise. Sua raiz nos \u00e9 dada numa experi\u00eancia que merece o nome de experi\u00eancia moral, e situa-se no pr\u00f3prio princ\u00edpio da entrada do paciente na psican\u00e1lise. Esse <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">(eu), <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">com efeito, que deve advir l\u00e1 onde isso estava, e que a an\u00e1lise nos ensina a avaliar, n\u00e3o \u00e9 outra coisa sen\u00e3o aquilo cuja raiz j\u00e1 temos nesse <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">(eu) <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">que se interroga sobre o que quer. Ele n\u00e3o \u00e9 apenas interrogado, mas, quando progride em sua experi\u00eancia, coloca para si mesmo essa quest\u00e3o, e a coloca para si precisamente no lugar dos imperativos frequentemente estranhos, paradoxais, cru\u00e9is que lhe s\u00e3o propostos por sua experi\u00eancia m\u00f3rbida. (p.18)<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><i>O semin\u00e1rio, livro 10<\/i>: a ang\u00fastia (1962-1963). Rio de Janeiro: Zahar, 2004.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O neur\u00f3tico se recusa a dar sua ang\u00fastia. Voc\u00eas ver\u00e3o que saberemos mais a esse respeito, saberemos por qu\u00ea. Isso \u00e9 t\u00e3o verdadeiro, tanto \u00e9 disso que se trata, que todo o processo, toda a cadeia da an\u00e1lise consiste em que, pelo menos, ele d\u00ea o equivalente, pois come\u00e7a por dar um pouco o seu sintoma. \u00c9 por essa raz\u00e3o que uma an\u00e1lise, como dizia Freud, come\u00e7a por uma configura\u00e7\u00e3o dos sintomas. Esfor\u00e7amo-nos por apanh\u00e1-lo, Deus meu, em sua pr\u00f3pria armadilha. Nunca se pode agir de outro modo com ningu\u00e9m. O neur\u00f3tico nos faz uma oferta, em s\u00edntese, falaciosa; pois bem, n\u00f3s a aceitamos. Em vista disso, entramos no jogo por onde ele recorre \u00e0 demanda. Ele quer que voc\u00eas lhe pe\u00e7am alguma coisa. Como voc\u00eas n\u00e3o lhe pedem nada, come\u00e7a a modular as demandas dele, que v\u00eam no lugar <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Heim. <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 essa a primeira entrada na an\u00e1lise. (p.63)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Entra-se na an\u00e1lise por uma porta enigm\u00e1tica, porque a neurose de transfer\u00eancia est\u00e1 a\u00ed em todo o mundo, mesmo num ser t\u00e3o livre quanto Alcib\u00edades. \u00c9 Agat\u00e3o que ele ama. \u00c9 ali que est\u00e1 a transfer\u00eancia, transfer\u00eancia evidente, aquela que com muita frequ\u00eancia chamamos de transfer\u00eancia lateral \u2014 embora esse amor seja um amor real. O espantoso \u00e9 que entramos na an\u00e1lise apesar de tudo o que nos ret\u00e9m na transfer\u00eancia funcionando como real. (p.307)<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><i>O semin\u00e1rio, livro 11<\/i>: os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise (1964). Rio de Janeiro: Zahar, 1985.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[&#8230;] mesmo o analista mais bobo disso se apercebe, reconhece isto, e dirige o analisando para que para ele permanece o sujeito suposto saber. Isto \u00e9 apenas um detalhe, \u00e9 quase uma anedota. Entremos agora no exame do que interessa. o analista, eu lhes disse, mant\u00e9m esse lugar, no que ele \u00e9 o objeto da transfer\u00eancia. A experi\u00eancia nos prova que o sujeito, quando entra em an\u00e1lise, est\u00e1 longe de lhe dar esse lugar. Deixemos por enquanto a hip\u00f3tese cartesiana de que o psicanalista seja enganador. Ela n\u00e3o \u00e9 para ser absolutamente exclu\u00edda do contexto fenomenol\u00f3gico de certas entradas em an\u00e1lise. Mas a psican\u00e1lise nos mostra que, sobretudo na fase de sa\u00edda, o que mais limita a confid\u00eancia do paciente, seu abandono a regra anal\u00edtica, e a amea\u00e7a de que o psicanalista seja, por ele, enganado. (SEM 11, p.221)<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><i>O semin\u00e1rio, livro 16<\/i>: de um Outro ao outro\u00a0 (1968-1969). Rio de Janeiro: Zahar, 2008.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Demanda a mais radical, aquela que \u00e9 feita a n\u00f3s, analistas, a \u00fanica que sustenta, em \u00faltima inst\u00e2ncia, o discurso do sujeito, a saber, no primeiro momento, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">eu <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">venho aqui te perguntar quem <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">sou, <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">ao que se responde no n\u00edvel do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Quem \u00e9 Eu?, <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">recuo proporcionado aqui pela necessidade l\u00f3gica. Promessa, esperan\u00e7a de reuni\u00e3o desse <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Eu<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> no S, que designei, na transfer\u00eancia, pela express\u00e3o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">sujeito suposto saber. <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 o n\u00f3, a conjun\u00e7\u00e3o primordial, S1 ligado a S2, que fundamenta o que \u00e9 saber no par ordenado. (p.86)<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><i>O semin\u00e1rio, livro 19<\/i>: \u2026 ou pior\u00a0 (1971-1972). Rio de Janeiro: Zahar, 2012.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Por si s\u00f3, isso j\u00e1 seria uma raz\u00e3o para enunciar algumas proposi\u00e7\u00f5es j\u00e1 trilhadas sobre o Um em outro lugar, se n\u00e3o houvesse o seguinte: o primeiro passo da experi\u00eancia anal\u00edtica \u00e9 introduzir nela o Um, como analista que se \u00e9. N\u00f3s o fazemos dar o passo de entrada, e com isso a primeira forma de manifesta\u00e7\u00e3o do analisando \u00e9 censurar o analista por ser apenas um entre muitos. E, desse modo, o que ele manifesta, mas sem se aperceber disso, \u00e9 claro, \u00e9 que ele n\u00e3o tem nada a ver com esses outros, e \u00e9 por isso que gostaria de ficar sozinho com o analista, para que isso fa\u00e7a dois. Ele n\u00e3o sabe que a quest\u00e3o seria dele perceber que dois \u00e9 esse Um que ele acredita ser, e no qual se trata de ele se dividir. (p.123)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Quando algu\u00e9m me procura no meu consult\u00f3rio pela primeira vez e eu escando nossa entrada na hist\u00f3ria com algumas entrevistas preliminares, o importante \u00e9 a confronta\u00e7\u00e3o de corpos. \u00c9 justamente por isso partir desse encontro de corpos que este n\u00e3o entra mais em quest\u00e3o, a partir do momento em que entramos no discurso anal\u00edtico. Mas persiste o fato de que, no n\u00edvel em que funciona o discurso que n\u00e3o \u00e9 o discurso anal\u00edtico, coloca-se a quest\u00e3o de como esse discurso conseguiu aprisionar corpos. (p.220)<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>MILLER<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cCl\u00ednica ir\u00f4nica\u201d. <i>Matemas I. <\/i>Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1996.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cComecemos por descartar todos os fatos\u201d, diz Jean-Jacques magnificamente. Uma an\u00e1lise come\u00e7a assim. Enquanto n\u00e3o se chega a\u00ed, trata-se apenas de entrevistas preliminares. \u201cAssocie livremente, diga a verdade, siga adiante com franqueza, n\u00e3o omita nada\u201d quer dizer: \u201cJunte o significante com o significante sem se preocupar com a refer\u00eancia, com a ontologia formal.\u201d (p.195)<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201csuplemento topol\u00f3gico a \u2018Uma quest\u00e3o preliminar\u2026\u2019\u201d.\u00a0 <i>Matemas I. <\/i>Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1996.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[&#8230;] nada melhor do que a entrada em an\u00e1lise para se passar por um desencadeamento da neurose. (p.126)<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><i>L\u00f3gica da cura<\/i>: semin\u00e1rio realizado por Jacques-Alain Miller, durante o IV Encontro Brasileiro do Campo Freudiano, Demanda e Desejo na Entrada em An\u00e1lise, de 03 a 07 de setembro de 1993, em Belo Horizonte. Belo Horizonte: Se\u00e7\u00e3o Minas Gerais da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise do Campo Freudiano, 1995.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A entrada em an\u00e1lise n\u00e3o se articula sem a conclus\u00e3o da cura. e a conclus\u00e3o da cura. sem a entrada em an\u00e1lise. (p.27)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Deve-se pedir uma entrada em an\u00e1lise, mas o sujeito que faz uma demanda de an\u00e1lise n\u00e3o sabe o que pede. Deve-se somente aceitar uma demanda de an\u00e1lise se, mais al\u00e9m da an\u00e1lise que se pede, o analista consegue entender a an\u00e1lise que o sujeito deseja. \u00c9 por isso que se necessita n\u00e3o de uma demanda determinada, para que se aceite um sujeito em an\u00e1lise, o de que se necessita \u00e9 um desejo decidido que n\u00e3o tem nada a ver com o imperativo, com a urg\u00eancia, com a press\u00e3o. O desejo decidido se escuta entre as palavras. (p.45)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o se trata somente de uma quest\u00e3o de diagn\u00f3stico nas entrevistas preliminares, mas da \u00e9tica, da antecipa\u00e7\u00e3o da sa\u00edda do sujeito. (p.50)<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cO m\u00e9todo psicanal\u00edtico: Curitiba, 1987\u201d. <i>Lacan elucidado:<\/i> palestras no Brasil. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Na pr\u00e1tica lacaniana, todo paciente \u00e9 considerado um candidato, e o analista tem de responder com esp\u00edrito de responsabilidade profunda, e \u00e9 por isso que a partir das boas-vindas entra em jogo o ato anal\u00edtico. [&#8230;] as entrevistas preliminares s\u00e3o consequ\u00eancia direta de precisarmos estruturar as boas-vindas. (p. 224)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Localizar o sujeito n\u00e3o \u00e9 apenas avaliar-lhe a posi\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m um ato \u00e9tico do analista. Como tentei mostrar, o analista, separando enunciado e enuncia\u00e7\u00e3o ao reformular a demanda e introduzir o mal-entendido, guia o sujeito para o encontro do inconsciente: leva-o ao questionamento de seu desejo e do que pretende dizer quando fala, fazendo-o assim perceber que h\u00e1 sempre uma boca mal-entendida. Esse \u00e9 um ato de conduzir por parte do analista, j\u00e1 vivido nas entrevistas, preliminares; o tempo da suposta neutralidade vem depois. (p.250)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">As entrevistas preliminares n\u00e3o s\u00e3o apenas uma investiga\u00e7\u00e3o para localizar o sujeito, mas tamb\u00e9m a mudan\u00e7a efetiva de sua posi\u00e7\u00e3o. Elas podem transformar a pessoa que est\u00e1 sendo entrevistada em algu\u00e9m que se refere ao que disse guardando dist\u00e2ncia do dito. (p.250)<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><i>Perspectivas dos escritos e outros escritos de Lacan<\/i>: entre desejo e gozo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2011.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A entrada em an\u00e1lise tem efeitos naturais, imediatos, efeitos l\u00f3gicos. Quase sempre s\u00e3o efeitos de al\u00edvio, efeitos terap\u00eauticos. Uma an\u00e1lise tem efeitos terap\u00eauticos r\u00e1pidos, uma an\u00e1lise que come\u00e7a tem efeitos terap\u00eauticos r\u00e1pidos. Uma que j\u00e1 possui uma dura\u00e7\u00e3o tem efeitos n\u00e3o terap\u00eauticos lentos. E pode at\u00e9 mesmo ter efeitos de deteriora\u00e7\u00e3o. (p.103)<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><i>O desejo de Lacan: <\/i>Semin\u00e1rio de Jacques-Alain Miller pronunciado em julho de 1991, no III Encontro do Campo Freudiano no Brasil. Salvador: Se\u00e7\u00e3o Bahia da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise do Campo Freudiano, 1995.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Se lemos em Lacan a pergunta sobre seu desejo, como escutar a maneira pela qual ele descreveu sua entrada? Vou traduzir o que diz o texto em &#8220;De nossos antecedente&#8221;: &#8220;<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Ao passar pelas portas da psican\u00e1lise, especialmente a de entrada, imediatamente reconhecemos em sua pr\u00e1tica preconceitos muito mais interessantes do que na psiquiatria, porque s\u00e3o preconceitos que devem ser reduzidos em sua escuta fundamental\u201d<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Um jovem psiquiatra entrou na psican\u00e1lise descrevendo-se como &#8220;<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">eu posso ver o que n\u00e3o se pode ver na psican\u00e1lise<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;. Descreveu sua entrada, n\u00e3o como algu\u00e9m que deve aprender com a humildade de quem atravessa as portas, aspirando ser inteligente mas, pelo contr\u00e1rio, j\u00e1 entrou como um reformador da psican\u00e1lise. (p.27)<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text][\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row full_width=&#8221;stretch_row&#8221; bg_type=&#8221;bg_color&#8221; bg_color_value=&#8221;#E3E3E3&#8243; css=&#8221;.vc_custom_1747554987842{margin-top: -80px !important;}&#8221;][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]A rubrica ENTRE VISTAS \u00e9 um espa\u00e7o criado pela Comiss\u00e3o de Comunica\u00e7\u00e3o com o objetivo de funcionar como um balaio de ideias para ir aquecendo as turbinas da nossa Jornada. 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