{"id":487,"date":"2024-08-27T20:59:45","date_gmt":"2024-08-27T23:59:45","guid":{"rendered":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2024\/?p=487"},"modified":"2024-08-28T15:10:29","modified_gmt":"2024-08-28T18:10:29","slug":"um-convite-a-escrita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2024\/um-convite-a-escrita\/","title":{"rendered":"Um Convite a Escrita"},"content":{"rendered":"<h5>Pablo Sauce (EBP\/AMP) \u2013 Coordenador do n\u00facleo da Jornada Cl\u00ednica<\/h5>\n<p><strong><em>As paix\u00f5es, uma linguagem<\/em><\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-488 alignright\" src=\"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2024\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Hichmann-imagem-300x214.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"214\" srcset=\"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2024\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Hichmann-imagem-300x214.jpeg 300w, https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2024\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Hichmann-imagem.jpeg 737w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Provocado particularmente pelas paix\u00f5es do <em>t\u00e9dio<\/em> e da (<em>douta) ignor\u00e2ncia<\/em>, na abertura de <em>\u201cEl curso de las pasiones\u201d<\/em> <a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, Germ\u00e1n Garc\u00eda coloca as cartas na mesa ao explicitar os motivos que o levaram a se interessar pelo assunto das paix\u00f5es. Para justificar a escolha do tema, diz o seguinte: \u201cdito pela negativa, meu interesse se originou pelo <em>t\u00e9dio<\/em> que me produz a maneira como nos contamos a psican\u00e1lise uns aos outros na cidade de Bs. As. Dito pela positiva, queria encontrar alguma ideia um pouco menos abstrata das que J. Lacan coloca quando fala da exclus\u00e3o, ou foraclus\u00e3o, ou recha\u00e7o do sujeito na ci\u00eancia moderna\u201d (s\u00e9culo XVIII). Assim, seguindo Lacan, procura nos antecedentes discursivos da psican\u00e1lise e da ci\u00eancia os recursos para uma explica\u00e7\u00e3o \u201cum pouco menos abstrata\u201d dos fundamentos da experi\u00eancia anal\u00edtica; e para isso recorre \u00e0 <em>linguagem das paix\u00f5es<\/em>.<\/p>\n<p>Este modo singular de apresentar o tema me parece muito pertinente e oportuno para nosso contexto atual de convoca\u00e7\u00e3o \u00e0 troca de experi\u00eancias atrav\u00e9s da apresenta\u00e7\u00e3o de trabalhos em uma Jornada Cl\u00ednica. Sua pertin\u00eancia se deve, em primeiro lugar, ao apresentador estar implicado naquilo que lhe interessa elucidar, ou seja, fala como <em>analisante<\/em>; em segundo lugar, porque pretende dialogar com o presente incluindo no debate seus interlocutores mais pr\u00f3ximos; e em terceiro lugar, porque n\u00e3o se priva de tomar o relevo de Freud, Lacan, Miller, entre outros, na hora de se interrogar e responder pelas condi\u00e7\u00f5es de transmissibilidade de uma experi\u00eancia orientada pelo discurso anal\u00edtico. No qual, <em>tomar o relevo<\/em> significa ser causado por seus antecedentes, enquanto sujeitos do inconsciente, e interpret\u00e1-los, em lugar de tom\u00e1-los simplesmente como mestres. Eis aqui uma posi\u00e7\u00e3o subjetiva a um tempo apaixonada e apaixonante; posi\u00e7\u00e3o \u00e0 qual, de uma ou outra maneira, somos convocados cada um dos que praticamos a psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>A respeito das <em>paix\u00f5es<\/em>, G. Garcia, destaca uma cita\u00e7\u00e3o de Lacan para nos indicar que \u201co problema \u00e9 o da entrada do significante no real e ver como disso nasce um sujeito\u201d. E d\u00e1 uma defini\u00e7\u00e3o aproximada das <em>paix\u00f5es<\/em> como \u201ca entrada do sujeito na linguagem\u201d. Porque \u201cn\u00e3o h\u00e1 outra forma de ver de que modo o <em>sujeito da enuncia\u00e7\u00e3o<\/em> entra no enunciado\u201d: quest\u00e3o central em jogo no percurso de uma an\u00e1lise, desde a entrada no dispositivo at\u00e9 sua sa\u00edda. E prop\u00f5e, a modo da b\u00fassola kantiana, quatro formas de modalizar as <em>paix\u00f5es<\/em>: <em>querer\/saber\/poder\/dever<\/em>. Ent\u00e3o, com ele, questionamos o seguinte:<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao <em>querer<\/em>: se <em>quer<\/em> aquilo pelo qual se est\u00e1 apaixonado?<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao <em>saber<\/em>: \u00e9 necess\u00e1rio <em>conhecer<\/em> o valor do objeto para apaixonar-se? O amor \u00e9 <em>cego<\/em>? Ou se ama porque se <em>sabe<\/em> o valor que esse objeto tem para o amante?<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao <em>poder<\/em>: a paix\u00e3o \u00e9 uma for\u00e7a ou energia que tende a <em>realizar-se<\/em>?<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao <em>dever<\/em>, no duplo sentido -l\u00f3gico e moral: \u00e9 <em>necess\u00e1rio<\/em> que haja paix\u00f5es? Sou <em>respons\u00e1vel<\/em> por minhas paix\u00f5es?<\/p>\n<p>Por outro lado, poder\u00edamos fazer uma sequ\u00eancia na qual colocamos um dos quatro elementos como <em>agente<\/em>, fazendo os outros tr\u00eas responder a este. Por exemplo, come\u00e7ar com o <em>saber<\/em>: O que <em>quer<\/em>o saber? \u00a0O que <em>posso<\/em> saber? O que <em>devo<\/em> saber? E assim sucessivamente; o que nos remete \u00e0 uma quest\u00e3o n\u00e3o somente \u00e9tica, sen\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e9tica, dado que sup\u00f5e p\u00f4r em jogo o <em>gosto<\/em> de cada um. Nesta perspectiva, G. Garcia, afirma que no contexto da <em>iman\u00eancia <\/em>de uma sociedade <em>racionalista<\/em>, a psican\u00e1lise se prop\u00f4s fazer uma <em>est\u00e9tica transcendental<\/em> das paix\u00f5es na medida em que as reduz a sua <em>l\u00f3gica<\/em>; a partir do <em>aparelho ps\u00edquico<\/em> em Freud e dos <em>aparelhos <\/em>do <em>fantasma<\/em> e do <em>sintoma<\/em> em Lacan, os quais acabar\u00e3o sendo reduzidos ao <em>sinthome<\/em> como a aparelhagem do <em>falasser.<\/em> Releitura freudiana das <em>paix\u00f5es da alma<\/em> onde a <em>puls\u00e3o<\/em> \u00e9 entendida como uma <em>for\u00e7a passional<\/em>, ao estilo do <em>apetite racional<\/em> em Arist\u00f3teles. Lembramos aqui que, J. J. Rousseau, para quem o <em>passional<\/em> seria a \u00fanica forma de realiza\u00e7\u00e3o do sujeito, encarnou a <em>outra cara<\/em> do racionalismo europeu na \u00e9poca de seu surgimento. <em>O apetite racional<\/em> implica um enodamento entre o <em>apetite das puls\u00f5es<\/em>, enquanto <em>paix\u00f5es do corpo<\/em> e a <em>raz\u00e3o<\/em> que pretende domin\u00e1-las.<\/p>\n<p>Aos efeitos de orientar e estimular a produ\u00e7\u00e3o de trabalhos para nossa Jornada colocamos, a modo de ilustra\u00e7\u00e3o, passagens de um texto produzido por mim para uma m\u00eddia a partir de um epis\u00f3dio de dom\u00ednio p\u00fablico acontecido com a apresentadora Ana Hickmann em maio de 2016:<\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Bem Me Quer, Mal Me Quer<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><strong>\u00a0<\/strong><em>&#8220;Eu te amo, mas, porque inexplicavelmente amo em ti algo que \u00e9 mais do que tu (&#8230;), eu te mutilo.&#8221; (Jacques Lacan) <\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em>O amor \u00e9 como um <em>pharmak\u00f3n<\/em>, a depender da dose pode ser o melhor rem\u00e9dio para tratar a <em>dor moral<\/em> de algu\u00e9m ou o pior veneno do qual se alimenta essa mesma dor. <em>\u201cQuem nunca curtiu uma paix\u00e3o, nunca vai ter nada, n\u00e3o\u201d<\/em>, diz o poeta. O caso que envolveu Ana e seu f\u00e3 \u201cobcecado\u201d, R, levantou uma quest\u00e3o: a partir de que momento e em fun\u00e7\u00e3o de quais fatores uma <em>paix\u00e3o<\/em> pode vir a tornar-se m\u00f3rbida?<\/p>\n<p>No caso referido, se nos orientamos pela Psiquiatria Cl\u00e1ssica, estar\u00edamos falando do desencadeamento de uma <em>erotomania.<\/em> Esta <em>paix\u00e3o amorosa<\/em> adquiriu<em> status<\/em> de <em>S\u00edndrome<\/em> no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, com Cl\u00e9rambault, sendo um dos <em>Estados Passionais M\u00f3rbidos. <\/em>Isso ocorreu quando o psiquiatra precisou diferenciar os apaixonados \u201cnormais\u201d dos \u201cdelirantes\u201d, os quais, ap\u00f3s uma frustra\u00e7\u00e3o amorosa, geralmente acabavam em atos criminosos.<\/p>\n<p>Para Cl\u00e9rambault, nas <em>s\u00edndromes passionais<\/em> h\u00e1 uma ideia diretriz -n\u00facleo delirante- a partir da qual o indiv\u00edduo interpreta as situa\u00e7\u00f5es e desenvolve sua paix\u00e3o; por\u00e9m, este n\u00facleo n\u00e3o compromete toda a \u201cpersonalidade\u201d, o que d\u00e1 ao quadro um aspecto de aparente normalidade. O <em>postulado<\/em> fundamental consiste na certeza de ter seu amor correspondido por um personagem eleito, geralmente algu\u00e9m de status mais elevado.<\/p>\n<p>Classicamente o quadro apresenta tr\u00eas fases. Uma vez instalado o postulado fundamental, se assemelha a um epis\u00f3dio de <strong><em>enamoramento.<\/em><\/strong> Por\u00e9m, diferentemente dos apaixonados \u201cnormais\u201d, na <em>erotomania<\/em> desencadeada h\u00e1 uma intensidade absolutamente desmedida da paix\u00e3o. Para ilustrar esta primeira fase com o caso referido<em>,<\/em> destaco uma passagem do Instagram onde R diz para Ana: <em>\u201cmeu Sol, minha luz, minha princesa, meu amor, minha paix\u00e3o, mulher da minha vida\u2026 Eu te amo e te amarei mesmo depois do fim\u2026 Quando n\u00e3o houver mais vida na Terra, e as estrelas, os planetas e todo Universo se transformem em nada\u201d. <\/em><\/p>\n<p>A segunda fase \u00e9 caracterizada pelo <strong><em>despeito.<\/em><\/strong> Quando o sujeito tem pelo ser amado, simultaneamente, sentimentos de concilia\u00e7\u00e3o e de vingan\u00e7a, baseados em seu orgulho ferido, pelo fato de que o ser amado n\u00e3o est\u00e1 correspondendo ao que a <em>erotomania <\/em>em quest\u00e3o espera dele. Para ilustrar este segundo momento, p\u00f3s desencontro amoroso, cito outra passagem de R: <em>&#8220;Ana, meu amor, eu estou muito triste porque voc\u00ea gosta de me ver assim e ainda brinca com isso? Eu quero seu carinho, seu amor, n\u00e3o quero ser magoado! Eu te dou tanto amor, sou t\u00e3o bom pra voc\u00ea e os meus dias est\u00e3o desse jeito. N\u00e3o estou dormindo direito, meus dias est\u00e3o uma merda e a minha sa\u00fade indo pra casa do. Obrigado mesmo&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>A terceira e \u00faltima fase destacada por Cl\u00e9rambault se caracteriza pelo sentimento de <strong><em>rancor<\/em><\/strong> ou de <strong><em>reivindica\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong>, quando, a partir da desilus\u00e3o amorosa, o indiv\u00edduo sente \u00f3dio pelo ser amado e passa a fazer-lhe acusa\u00e7\u00f5es e amea\u00e7as: para exemplificar, cito outras frases de R<em>: \u201cEu nunca me senti t\u00e3o humilhado como agora. Vc respondeu pessoas que eu nunca vi te escrevendo e me ignorou! O que eu fiz para vc?\u201d; \u201cPorque voc\u00ea \u00e9 uma mentira. Duvidou do amor que eu tinha&#8221;; &#8220;Eu sou um ser humano, cretina. Sou um ser humano&#8221;. <\/em>Uma frase da entrevista com Ana ilustra o sentimento predominante no desfecho da paix\u00e3o n\u00e3o correspondida:<em> \u201cEle olhava para mim com um \u00f3dio t\u00e3o grande que eu nunca pensei que algu\u00e9m pudesse sentir isso por mim. Ele deixou bem claro que pelo fato de eu n\u00e3o ser dele, n\u00e3o seria de mais ningu\u00e9m&#8221;.<\/em><\/p>\n<p><em>Q<\/em>uando uma <em>erotomania<\/em> se instala, distingue-se de uma <em>\u201cpaixonite aguda\u201d <\/em>pela certeza t\u00e3o inabal\u00e1vel quanto delirante, de ter recebido da pessoa admirada um inequ\u00edvoco signo de amor: \u201c<em>ela colocou esse vestido porque me ama\u201d<\/em>. A partir da confirma\u00e7\u00e3o, pela interpreta\u00e7\u00e3o delirante, de que seu amor \u00e9 correspondido por ela, o <em>admirador-admirado<\/em> passa a demanda-lhe mais e mais provas de amor que testemunhem em favor da realidade dessa ilus\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando a expectativa amorosa, alimentada pelo del\u00edrio, \u00e9 confrontada com a inexist\u00eancia desse amor correspondido &#8211; atrav\u00e9s das inevit\u00e1veis frustra\u00e7\u00f5es amorosas que a realidade imp\u00f5e &#8211; acaba por derivar em \u00f3dio, em reivindica\u00e7\u00e3o ou em persegui\u00e7\u00e3o do ser amado. Casos como este nos ensinam que, diferentemente de uma <em>paixonite<\/em>, na <em>dimens\u00e3o erotoman\u00edaca<\/em> do amor o verdadeiramente <em>imposs\u00edvel<\/em> de suportar \u00e9 a <em>indiferen\u00e7a<\/em> do ser amado.<\/p>\n<hr \/>\n<h5><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> <em>\u201cEl curso de las pasiones\u201d,<\/em> ditado em janeiro de 1999 no Centro Descartes, Bs. As. Argentina. Dispon\u00edvel na brochura <em>\u201cAs paix\u00f5es do falasser\u201d<\/em>, compilada especialmente para abordarmos este tema no Semin\u00e1rio de Forma\u00e7\u00e3o Permanente de 2024, na EBP Se\u00e7\u00e3o Bahia.<\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pablo Sauce (EBP\/AMP) \u2013 Coordenador do n\u00facleo da Jornada Cl\u00ednica As paix\u00f5es, uma linguagem Provocado particularmente pelas paix\u00f5es do t\u00e9dio e da (douta) ignor\u00e2ncia, na abertura de \u201cEl curso de las pasiones\u201d [1], Germ\u00e1n Garc\u00eda coloca as cartas na mesa ao explicitar os motivos que o levaram a se interessar pelo assunto das paix\u00f5es. Para&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-487","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria","entry","no-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/487","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=487"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/487\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":499,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/487\/revisions\/499"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=487"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=487"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=487"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=487"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}