{"id":271,"date":"2024-07-11T13:12:35","date_gmt":"2024-07-11T16:12:35","guid":{"rendered":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2024\/?p=271"},"modified":"2024-07-13T09:58:47","modified_gmt":"2024-07-13T12:58:47","slug":"imagem-e-paixao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2024\/imagem-e-paixao\/","title":{"rendered":"Imagem e paix\u00e3o*"},"content":{"rendered":"<h6>Henri Kaufmanner<br \/>\n(EBP\/AMP)<\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-288 size-medium\" src=\"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2024\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Macaca_nigra_self-portrait_large-217x300.jpg\" alt=\"\" width=\"217\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2024\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Macaca_nigra_self-portrait_large-217x300.jpg 217w, https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2024\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Macaca_nigra_self-portrait_large.jpg 220w\" sizes=\"auto, (max-width: 217px) 100vw, 217px\" \/><\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">&#8220;As pessoas vinham muito tristes e com auto percep\u00e7\u00e3o muito distorcida pelas c\u00e2meras dos computadores celulares. Tinha a quest\u00e3o do contexto [p\u00f3s-pandemia], mas tamb\u00e9m tem outro ponto fundamental: as pessoas deixaram de se olhar no espelho para se olhar atrav\u00e9s da c\u00e2mera da <em>selfie<\/em>. E a\u00ed junto com isso, colocando filtros que fazem reparos na pele, mas tamb\u00e9m distor\u00e7\u00e3o da anatomia.\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Essa afirma\u00e7\u00e3o feita por uma dermatologista em um programa do portal UOL expressa de maneira sint\u00e9tica quest\u00f5es que, me parece, cabem muito bem ao tema das jornadas da Se\u00e7\u00e3o Bahia. A substitui\u00e7\u00e3o da imagem do espelho pela das c\u00e2meras \u00e9 uma ponta vis\u00edvel de toda uma mudan\u00e7a que vem acontecendo em nossos tempos na rela\u00e7\u00e3o que temos com as imagens. Essa nova realidade tem importantes consequ\u00eancias sobre os corpos e as paix\u00f5es dos falasseres.<\/p>\n<p><strong>Da tristeza \u00e0<\/strong> <strong>melancolia<\/strong><\/p>\n<p>Em <em>Televis\u00e3o<\/em><a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Lacan sustenta que eram equivocadas as cr\u00edticas que teria recebido por n\u00e3o ter se ocupado dos afetos ao longo de seu ensino. Lembra como estes foram contemplados em seu semin\u00e1rio sobre a Ang\u00fastia e prop\u00f5e reconsiderar as paix\u00f5es naquilo que elas afetam o corpo tomando o afeto da tristeza como um primeiro passo. Ele ressalta que se trata de uma falta moral (covardia moral), um acontecimento do pensamento e n\u00e3o da alma, que somente pode ser situado no registro do bem dizer, referenciado ao inconsciente na estrutura. Contudo essa covardia moral que traz consigo a marca do recha\u00e7o do inconsciente pode se mostrar mortal se chega \u00e0 psicose, sendo a mania o retorno em forma de excita\u00e7\u00e3o daquilo que foi recha\u00e7ado da linguagem.<\/p>\n<p>Seguindo essa linha, Graciela Brodsky<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> nos convida a considerar um cont\u00ednuo transestrutural entre depress\u00e3o e a melancolia. Assim, prop\u00f5e que pensemos esse cont\u00ednuo a partir de tr\u00eas matemas: S(\u023a), &#8211;<strong>\u03a6<\/strong> e <strong>\u03a6<\/strong><sub>0<\/sub>.\u00a0 O S(\u023a) assinalaria a dimens\u00e3o l\u00facida da depress\u00e3o, o reconhecimento de que o Outro falta, de sua inconsist\u00eancia, O (-<strong>\u03a6<\/strong>) articularia a depress\u00e3o com a castra\u00e7\u00e3o, com a perda. O <strong>\u03a6<sub>0<\/sub><\/strong>, estaria do lado da psicose, al\u00ed onde a sombra do objeto recai sobre o Eu, n\u00e3o sendo a quest\u00e3o colocada mais no campo do desejo.<\/p>\n<p><strong>O objeto a\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>No semin\u00e1rio da Ang\u00fastia somos apresentados ao objeto <em>a.\u00a0 <\/em>Ele \u00e9 o resto singular da exist\u00eancia, sem qualquer facticidade, sendo que \u00e9 nele onde se enra\u00edza o desejo. O princ\u00edpio do desejo seria a queda desse objeto, ap\u00f3s este ter-se elevado no lugar do Outro, por interm\u00e9dio de um di\u00e1logo representado numa cena. Citemos Lacan:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">&#8220;Ele se encena como papel, \u00e9 claro, mas o que importa n\u00e3o \u00e9 o papel, como todos sabemos por experi\u00eancia e por certeza \u00edntimas, e sim o que resta al\u00e9m desse papel. Um resto prec\u00e1rio e submisso, sem d\u00favida, pois, como todos sabem hoje em dia, sou para sempre o objeto ced\u00edvel, o objeto de troca, e esse objeto \u00e9 o princ\u00edpio que me faz desejar, que me torna desejoso de uma falta \u2014 falta que n\u00e3o \u00e9 uma falta do sujeito, mas uma car\u00eancia imposta ao gozo situado no n\u00edvel do Outro&#8221; <a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>A ang\u00fastia seria ent\u00e3o decorrente do jogo dessa intromiss\u00e3o radical de uma coisa t\u00e3o Outra no ser vivo. Estaria a\u00ed o trauma, que, longe de se referir ao nascimento, \u00e0 separa\u00e7\u00e3o da m\u00e3e, refere-se \u00e0 &#8220;pr\u00f3pria aspira\u00e7\u00e3o de um meio intrinsecamente Outro&#8221; <a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>. A ang\u00fastia, contudo, \u00e9 repelida e mesmo desconhecida, na medida em que se \u00e9 capturado pela imagem especular. &#8220;O m\u00e1ximo que se pode desejar \u00e9 que ela se reflita nos olhos do Outro \u2014 mas nem isso \u00e9 necess\u00e1rio, j\u00e1 que existe o espelho&#8221;<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>A constitui\u00e7\u00e3o da imagem narc\u00edsica, o eu ideal, i(a), se d\u00e1 exatamente nesse jogo de reflexos e imagens que Lacan representou em seu famoso esquema \u00f3tico.<\/p>\n<p>Num mundo em que muitas vezes os espelhos s\u00e3o substitu\u00eddos pelas telas do mundo virtual, interessa-me indagar os efeitos sobre a ang\u00fastia e quais suas consequ\u00eancias.<\/p>\n<p>Em suas elabora\u00e7\u00f5es sobre Hamlet, Lacan nos lembra que o impasse deste com o desejo estaria articulado \u00e0 impossibilidade de verificar, em sua m\u00e3e, algum sinal de luto pela morte de seu pai. Estaria a\u00ed o elemento determinante dos impasses do desejo em Hamlet, impasses que somente puderam ser atravessados a partir do encontro com o cad\u00e1ver de Of\u00e9lia e do reconhecimento do luto experimentado pelo irm\u00e3o desta. Sem o encontro com a perda do objeto, esse ponto nos chama particular aten\u00e7\u00e3o, n\u00e3o haveria como Hamlet operar no campo do desejo, livre da inibi\u00e7\u00e3o imagin\u00e1ria.<\/p>\n<p>Referindo-se ao luto, Lacan acentua que o problema do protagonista \u00e9 a manuten\u00e7\u00e3o no n\u00edvel esc\u00f3pico das liga\u00e7\u00f5es pelas quais o desejo se prende ao i(a), e n\u00e3o, ressalta, ao objeto. Estaria a\u00ed a diferen\u00e7a fundamental entre o que acontece no luto e o que acontece na melancolia. \u00c9 necess\u00e1rio distinguir a diferen\u00e7a entre o objeto <em>a<\/em> e o i(<em>a<\/em>), caso contr\u00e1rio, diz, n\u00e3o teremos como conceber a diferen\u00e7a fundamental entre o que acontece no luto e o que acontece na mania e na melancolia. Encontramos, em &#8220;Luto e melancolia&#8221;, a admiss\u00e3o de Freud (1917) que o processo de revers\u00e3o ao pr\u00f3prio Eu, presente no luto, e, portanto, colocando em cena o i(a) e sua perda, na melancolia n\u00e3o tem bons resultados, porque o &#8220;objeto supera sua dire\u00e7\u00e3o. \u00c9 o objeto que triunfa&#8221; <a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Na mania, segue Lacan:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">&#8220;o que est\u00e1 em causa \u00e9 a n\u00e3o fun\u00e7\u00e3o do a, e n\u00e3o simplesmente seu desconhecimento. Poder\u00edamos tomar a mania como uma defesa diante do triunfo do objeto. O sujeito n\u00e3o se lastreia em nenhum a, o que o deixa entregue, \u00e0s vezes sem nenhuma possibilidade de liberta\u00e7\u00e3o, \u00e0 meton\u00edmia pura, infinita e l\u00fadica da cadeia significante&#8221;<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>A passagem do espelho do Outro a tela do Outro provoca uma mudan\u00e7a determinante nos estatutos da imagem. Quando se busca a pr\u00f3pria imagem num smartphone, o que se encontra \u00e9 a imagem modificada pelos algoritmos e toda a tecnologia definida pelas Bigtechs, que, no mundo digital, acabam por se constituir numa nova apresenta\u00e7\u00e3o do Outro. A imagem refletida por um aparelho depende de sua marca, do n\u00famero de pixels e toda a sofistica\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica nele embarcada. Qualquer imagem \u00e9 ai determinada pelos interesses da ind\u00fastria de tecnologia. Passamos assim do semblante ao simulacro.<\/p>\n<p>O que testemunhamos no mundo de hoje \u00e9 que a partir da inexist\u00eancia do Outro, de sua transcend\u00eancia simb\u00f3lica, vemos se impor uma presen\u00e7a imperativa de gozo, tensionada pela t\u00e9cnica e seus <em>gadgets. <\/em>Um imperativo de consumo que nos atravessa a todos. Assim, a dimens\u00e3o obscura de Deus, hoje se apresenta como obscuridade do Gozo dos deuses da tecnologia. O afastamento de Deus da &#8220;Ordem do mundo&#8221;, desse Deus que somente entendia da superficialidade dos homens, como denunciava Schreber, nos faz hoje em dia homens feitos \u00e0s pressas, n\u00e3o por estrutura, mas por um efeito de discurso. O discurso do capitalismo.<\/p>\n<p><strong>Sacos e cordas<\/strong><\/p>\n<p>Nos prim\u00f3rdios de seu ensino, no semin\u00e1rio 2, na sequ\u00eancia de sua interroga\u00e7\u00e3o sobre porque os planetas n\u00e3o falam, Lacan j\u00e1 apontava para os graves quadros de melancolia, conhecidos classicamente pela psiquiatria como s\u00edndrome de Cotard. Nessa, os indiv\u00edduos se identificam maci\u00e7amente a suas imagens, sem furos \u2014 Totais como a vis\u00e3o circular de um planeta, subsumidos na domin\u00e2ncia imagin\u00e1ria, s\u00e3o tomados de forma marcante pelo sil\u00eancio. Desde aquele momento, j\u00e1 se podia vislumbrar os efeitos\u00a0 dessa redu\u00e7\u00e3o \u00e0 imagem e tamb\u00e9m algo que viria a ser nomeado posteriormente como recha\u00e7o do Inconsciente.<\/p>\n<p>Tal leitura se esclarece mais quando nos orientamos pelo Semin\u00e1rio 23 e o ensino de Lacan a partir de Joyce. Ali Lacan nos fala da l\u00f3gica do saco e da corda. Em Joyce \u00e9 poss\u00edvel perceber que esse saco, apreens\u00e3o imagin\u00e1ria do corpo e a reta infinita n\u00e3o se amarram primariamente. Para Freud, diz Lacan o inconsciente, o <em>Unnerkant, <\/em>seria uma rela\u00e7\u00e3o entre a corda, a reta infinita e esse corpo que temos, mas desconhecemos. Em Joyce, isso n\u00e3o se amarra \u201ct\u00e3o naturalmente\u201d. \u00c9 o <em>Ego <\/em>constitu\u00eddo por sua escrita que lhe permite se enquadrar (e este termo enquadramento ganha aqui toda relev\u00e2ncia), articular algo da experi\u00eancia de corpo. A famosa cena de quando \u00e9 surrado e o corpo sai como uma casca revela a precariedade de tal amarra\u00e7\u00e3o. Seria por isso mesmo que Lacan se utilizaria do significante <em>Ego. <\/em>Afinal a amarra\u00e7\u00e3o de Joyce, seu enquadramento, n\u00e3o se d\u00e1 narcisicamente, no espelho, como nos acostumamos a pensar a partir do narcisismo e do Est\u00e1dio do Espelho.<\/p>\n<p>Lembra-nos Lacan que a <em>p\u00e8reversion <\/em>\u00e9 por ele assim nomeada inspirado pela intui\u00e7\u00e3o de Freud, que constitui o inconsciente a partir do amor ao pai. Joyce nos mostra um caminho distinto em que a amarra\u00e7\u00e3o do imagin\u00e1rio ao real e ao inconsciente n\u00e3o se constitui borromeanamente<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>. Da\u00ed a afirma\u00e7\u00e3o lacaniana de Joyce ser desabonado do inconsciente.<\/p>\n<p><strong>Enfim\u2026\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>A troca dos espelhos pelas telas mostra como o avan\u00e7o do imperativo do consumo e seus <em>gadgets<\/em> acabam por triunfar sobre o objeto a. Resta, como em Hamlet um aprisionamento esc\u00f3pico, n\u00e3o ao i(a), mas \u00e0s imagens simulacro produzidas pela t\u00e9cnica. Haveria ent\u00e3o uma redu\u00e7\u00e3o do sujeito ao objeto <em>gadget<\/em>. Tal perspectiva nos remeteria novamente a Lacan no Semin\u00e1rio 10 e suas refer\u00eancias \u00e0 melancolia e \u00e0 mania.<\/p>\n<p>No lugar do retorno do objeto na melancolia (ou de sua sombra como assinala Freud) no mundo determinado pelo imperativo do consumo, h\u00e1 um triunfo de outra ordem.\u00a0 No mundo das telas, onde o semblante d\u00e1 lugar ao simulacro haveria um triunfo da defesa sobre o objeto, como assinalado por Lacan, como o que caracteriza a mania. O objeto <em>a<\/em> \u00e9 mantido mascarado, desconhecido, fora da cena n\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o da janela narc\u00edsica, ou seja, do i(a). A representa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m sai da cena. Esse recha\u00e7o do objeto se faz pela presen\u00e7a dos objetos da t\u00e9cnica, nas imagens produzidas tecnologicamente como oferta incondicional de gozo. Estar\u00edamos n\u00e3o mais diante da mania enquanto meton\u00edmia infinita dos significantes, mas do consumo incoerc\u00edvel dos objetos da t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>Desaparecem as janelas e as bordas. Mania e melancolia se confundem ainda mais. Tal leitura permite-nos jogar uma luz sobre a grande preval\u00eancia do diagn\u00f3stico de transtorno bipolar, disseminado pelo DSM 5, e que domina a psiquiatria contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p>A identifica\u00e7\u00e3o \u00e0 imagem toda ou a queda como seu resto, acontecem em continuidade cada vez mais acelerada, num deslizamento constante que desconhece o furo. O decl\u00ednio da fun\u00e7\u00e3o f\u00e1lica, seja como suporte imagin\u00e1rio narc\u00edsico, seja como verificador do furo, n\u00e3o nos franquearia a todos n\u00f3s uma falha contingente do n\u00f3 borromeano, uma paix\u00e3o transestrutural do simulacro caracterizada pelo <strong>\u03a6<\/strong><sub>0<\/sub>?<\/p>\n<h6>*Publicado em Boletim Ph\u00e1tos &#8211; Boletim Eletr\u00f4nico da XXVIII Jornada da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, Se\u00e7\u00e3o Bahia, e XIV Jornada do Instituto de Psican\u00e1lise da Bahia, n\u00famero 02, julho de 2024. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2024\/imagem-e-paixao\/\">https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2024\/imagem-e-paixao\/<\/a><br \/>\nAgradecemos ao autor por gentilmente ter aceito o convite para escrever para este boletim, a convite da Se\u00e7\u00e3o Bahia.<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Veja mais em https:\/\/www.uol.com.br\/universa\/noticias\/redacao\/2024\/06\/15\/dermatologista-sobre-filtros-pessoas-comecaram-a-ficar-descontentes.htm?cmpid=copiaecola<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Lacan, J. (2003). Televis\u00e3o. In Lacan, J. Outros escritos. Jorge Zahar (Trabalho original publicado em 1973).p. 523<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Brodsky, G. (2019) Pasiones Lacanianas. Grama Ediciones. p.123<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> Lacan, J. (2005). O semin\u00e1rio, livro 10: a ang\u00fastia. Jorge Zahar (Trabalho original publicado em 1962-1963). p.359<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> <em>idem. <\/em>p.135<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> <em>ibidem. <\/em>p.135<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> Lacan, J. (2005). p. 369<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> <em>idem p.370<\/em><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> Lacan, J. (2007). O semin\u00e1rio, livro 23: o sintoma. Jorge Zahar (Trabalho original publicado em 1975\u20131976).\u00a0p.148<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Henri Kaufmanner (EBP\/AMP) &#8220;As pessoas vinham muito tristes e com auto percep\u00e7\u00e3o muito distorcida pelas c\u00e2meras dos computadores celulares. 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