{"id":510688,"date":"2022-11-08T10:26:28","date_gmt":"2022-11-08T13:26:28","guid":{"rendered":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/?p=510688"},"modified":"2022-11-08T10:27:29","modified_gmt":"2022-11-08T13:27:29","slug":"boletim-erosditos-05","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/boletim-erosditos-05\/","title":{"rendered":"Boletim Erosditos #05"},"content":{"rendered":"[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;510689&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; alignment=&#8221;center&#8221;][vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;]<div class=\"norebro-text-sc \" \n\tid=\"norebro-custom-6a0f687ed7640\" \n\t \n\t>\n\n\t<h3>Editorial<\/h3>\n<h6><em>Marcelo Magnelli<br \/>\nAssociado do IPB<\/em><\/h6>\n<p>Neste \u00faltimo n\u00famero do\u00a0<strong>Boletim Erosditos<\/strong>, passearemos pelo amor \u2013 de Freud a Lacan \u2013 acompanhando suas declina\u00e7\u00f5es e efeitos, sobretudo diante da alteridade radical do Outro, posto em jogo no final de an\u00e1lise. Seguiremos pela insufici\u00eancia da literatura em dizer da infidelidade, tanto quanto do apaixonamento, e veremos que algumas inven\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas (da pornografia ao adult\u00e9rio, do suingue ao poliamor) tentam pasteurizar o impasse entre amor e gozo. Finalmente, conheceremos um pouco do que se escreve, na passagem do imposs\u00edvel ao contingente, dos la\u00e7os inconscientes entre duas parcerias c\u00e9lebres:\u00a0 Arthur Miller e Marilyn Monroe, e James e Nora Joyce.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/editorial-erosditos-05\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia+<\/a><\/p>\n\t\n<\/div>[\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;510628&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; alignment=&#8221;right&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_separator][vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;]<div class=\"norebro-text-sc \" \n\tid=\"norebro-custom-6a0f687ed76b7\" \n\t \n\t>\n\n\t<h3><span style=\"color: #808080;\">Rasuras<\/span><\/h3>\n<p><strong>As infidelidades, ou a grande crise do desejo<\/strong><\/p>\n<h6><em>Laura Ferrero<\/em><br \/>\n<em>Fil\u00f3sofa e jornalista. Ela trabalha no mundo editorial h\u00e1 anos. Pela Frontera, publicou El Chad: lejos del desencanto, En letras may\u00fasculas e Miedo de ser William Stoner. Ela mant\u00e9m o blog Los nosmbres de las cosas.<\/em><\/h6>\n<p>Hot\u00e9is an\u00f4nimos, malas que se fecham rapidamente e um beijo fugaz nos l\u00e1bios porque a pressa, como a culpa, n\u00e3o demora a chegar. Restaurantes caros, presentes desproporcionais e a promessa de se ver em breve, quando as agendas voltarem a coincidir novamente, quando as crian\u00e7as n\u00e3o tiverem partida de futebol e os sogros n\u00e3o prepararem o maldito churrasco no jardim.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/as-infidelidades-ou-a-grande-crise-do-desejo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia+<\/a><\/p>\n\t\n<\/div>[\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;510630&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; alignment=&#8221;right&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;]<div class=\"norebro-text-sc \" \n\tid=\"norebro-custom-6a0f687ed76fe\" \n\t \n\t>\n\n\t<p><strong>O Amor. sempre Outro<\/strong><\/p>\n<h6><em>Oscar Ventura (EOL\/AMP)<\/em><\/h6>\n<p>Vou orientar-me atrav\u00e9s de alguns recortes, pe\u00e7as soltas sobre o amor. Primeiro, proponho colocar em tens\u00e3o um bin\u00f4mio cl\u00e1ssico: amor e repeti\u00e7\u00e3o. Depois, explorar as coordenadas do amor e a sexualidade, assim como formular algumas quest\u00f5es a respeito de seu lugar no mundo contempor\u00e2neo. Farei uma breve reflex\u00e3o sobre o amor e o tempo, para concluir sobre o amor, o \u00f3dio e a segrega\u00e7\u00e3o. Parece um programa de estudo, mas n\u00e3o se alarmem: ser\u00e3o pinceladas sobre essas quest\u00f5es para poder, antes de tudo, oferecer-lhes uma tors\u00e3o a mais ao tema do amor.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/o-amor-sempre-outro1\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia+<\/a><\/p>\n\t\n<\/div>[\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;510627&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; alignment=&#8221;right&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;]<div class=\"norebro-text-sc \" \n\tid=\"norebro-custom-6a0f687ed774b\" \n\t \n\t>\n\n\t<p><strong>S\u00f3, na tua zona de ternura<\/strong><\/p>\n<h6><em>Caroline Leduc (ECF\/AMP)<\/em><\/h6>\n<p><strong>\u201cE a gente ainda se amar\u00e1, quando o amor desaparecer\u00e1&#8221;<\/strong><br \/>\nA palavra da \u00e9poca, se houvesse uma, poderia ser a de crise: crise econ\u00f4mica, crise de valores, crise de identidades\u2026 A partir de agora, a desorienta\u00e7\u00e3o caracteriza as nossas exist\u00eancias neste mundo que n\u00e3o assimila mais nenhuma teoria sint\u00e9tica \u2013 cada uma tendo demonstrado seu impasse particular. O amor, pelo contr\u00e1rio, parece escapar dessa crise generalizada da qual ele aparece como curativo. Que ele seja apresentado como ref\u00fagio contra a crise, valor supremo dando sentido \u00e0 vida ou rem\u00e9dio \u00e0s nossas feridas identit\u00e1rias, o amor \u00e9 o lugar de todos os consensos: lugar comum por excel\u00eancia, onde se reencontraria uma sociedade finalmente reconciliada com ela mesma.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/so-na-tua-zona-de-ternura\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia+<\/a><\/p>\n\t\n<\/div>[\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;510654&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; alignment=&#8221;right&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_separator][vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;]<div class=\"norebro-text-sc \" \n\tid=\"norebro-custom-6a0f687ed7792\" \n\t \n\t>\n\n\t<h3><span style=\"color: #808080;\">Biblio-on<\/span><\/h3>\n<h6><em>Paulo Gabrielli (coordenador da comiss\u00e3o de bibliografia), Carla Fernandes, Luiz Felipe Monteiro, Milena Nadier e Rogerio Barros.<\/em><\/h6>\n<p>\u201cAplicando nossa distin\u00e7\u00e3o entre as puls\u00f5es sexuais e as do eu, devemos reconhecer que a auto-estima depende intimamente da libido narcisista. Aqui somos apoiados por dois fatos undamentais: o de que, nos parafr\u00eanicos, a auto-estima aumenta, enquanto que nas neuroses de transfer\u00eancia ela se reduz; e o de que, nas rela\u00e7\u00f5es amorosas, o fato de n\u00e3o ser amado reduz os sentimentos de auto-estima, enquanto que o de ser amado os aumenta. Como j\u00e1 tivemos ocasi\u00e3o de assinalar, a finalidade e satisfa\u00e7\u00e3o em uma escolha objetal narcisista consiste em ser amado.<br \/>\nAl\u00e9m disso, \u00e9 f\u00e1cil &#8230;\u201d<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/biblio-on\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia+<\/a><\/p>\n\t\n<\/div>[\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;510665&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; alignment=&#8221;right&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_separator][vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;]<div class=\"norebro-text-sc \" \n\tid=\"norebro-custom-6a0f687ed77e2\" \n\t \n\t>\n\n\t<p>Enxame Cultural<\/p>\n<h6><em>Camila Abreu Costa<br \/>\nAssociada do IPB<\/em><\/h6>\n<p>Marcelo Veras e M\u00f4nica Hage (membros da EBP- BA), atrav\u00e9s de uma\u00a0<em>live<\/em>\u00a0no Instagram, \u00a0tiveram a oportunidade de realizar uma conversa\u00e7\u00e3o com Ana Suy, autora do livro\u00a0<em>A gente mira no amor e acerta na solid\u00e3o<\/em>, quando puderam abordar o tema Eros\u00e3o de Eros que orientou os eixos de trabalhos da jornada de novembro (IPB e EBP-BA).<\/p>\n<p>A conversa, em tom leve, destaca v\u00e1rios pontos que giram em torno do amor. M\u00f4nica Hage inicia apontando que h\u00e1 muito esfor\u00e7o em falar de amor, porque \u00e9 uma experi\u00eancia que a gente sente no corpo&#8230;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/ressonancias-da-live\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia+<\/a><\/p>\n\t\n<\/div>[\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;510629&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; alignment=&#8221;right&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;]<div class=\"norebro-text-sc \" \n\tid=\"norebro-custom-6a0f687ed796d\" \n\t \n\t>\n\n\t<p><strong>Trabalhos do cartel composto por Rog\u00e9rio Barros (mais-um), Milena Nadier, Raquel Matias, Filipe Sampaio e Saulo Cunha<\/strong><\/p>\n<p><strong>A bela e a fera<\/strong><\/p>\n<h6><em>Rog\u00e9rio Barros<br \/>\nEBP\/AMP<\/em><\/h6>\n<p>O c\u00e9lebre casal Arthur Miller e Marilyn Monroe, nomeado \u201ca bela e a fera\u201d, ressoa o conto franc\u00eas de Beaumont e Villeneuve, em que uma camponesa, humilde e d\u00f3cil, \u00e9 aprisionada pela Fera como objeto de troca para salvar o pai. Aos poucos, encontra o despertar do amor na figura feia e agressiva da Fera, aceitando despos\u00e1-lo, o que, magicamente, faz dele um pr\u00edncipe. A entrada do amor causa todo o\u00a0<em>plot twist<\/em>\u00a0da trama.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/a-bela-e-a-fera\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia+<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Uma \u00e9tica do encontro?<\/strong><\/p>\n<p><em>Milena Nadier<br \/>\nAssociada do IPB<\/em><\/p>\n<p>Em \u201cEncontro: do imposs\u00edvel ao contingente\u201d, Pierre Naveau comenta que a com\u00e9dia do amor se converte em drama quando os enamorados esquecem daquilo que ele opta por nomear como \u201c\u00e9tica do encontro\u201d. Mas o que seria mesmo isso? Como pensar uma \u00e9tica desse breve instante de ver ou saber?<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/uma-etica-do-encontro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia+<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ad(Mir\u00e1vel)<br \/>\nAtividade da Biblioteca da EBP\/Bahia (2\u00ba semestre)<\/strong><\/p>\n<p><em>Raquel Matias<br \/>\nAssociada do IPB<\/em><\/p>\n<p>As hist\u00f3rias de amor, assim os contos de fada nos assinalaram, come\u00e7am com um \u201cEra uma vez&#8230;\u201d.]<\/p>\n<p>Era uma vez, uma bela menina sem corpo, sem alma, sem nome, e sem uma tecelagem que tivesse a capacidade de produzir uma trama para unir todos esses fios em um s\u00f3 tecido. Havia tamb\u00e9m uma fera, com uma feroz produ\u00e7\u00e3o que se fazia atrav\u00e9s de capturar cenas e contar hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>Mas um belo dia se fez o gesto, e do vazio surgiu Marilyn, e como um sopro de uma saia se fez Monroe. Mas permanecia vagando no vazio&#8230; N\u00e3o havia consist\u00eancia. E o amor seria capaz de lhe dar?<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/admiravel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia+<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A c\u00e2ma(ra) vazia<br \/>\nAtividade da Biblioteca da EBP\/Bahia (2\u00ba semestre)<\/strong><\/p>\n<p><em>Filipe Souza Sampaio<br \/>\nAssociado do IPB<\/em><\/p>\n<p>Lendo sobre Marilyn Monroe e buscando o que poderia haver de conting\u00eancia no seu encontro com Arthur Miller, ocorreu-me algo que Roland Barthes fala no in\u00edcio de seu livro\u00a0<em>A c\u00e2mara clara<\/em>. Ao relatar o encontro que teve com a imagem do irm\u00e3o de Napole\u00e3o, ele diz: \u201cesses s\u00e3o os olhos que viram o imperador\u201d. Ao me recordar dessa passagem, pergunto-me de imediato o que via os olhos de Marilyn, sobretudo no momento em que era olhada.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/a-camara-vazia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia+<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O Saber depois do frame<\/strong><\/p>\n<p><em>Saulo Machado Cunha<\/em><\/p>\n<p>Parto da provoca\u00e7\u00e3o de Lacan acerca do encontro amoroso, a saber, a de que, um dia, ao acaso, os enamorados\u00a0<em>n\u00e3o desejaram n\u00e3o<\/em>\u00a0<em>saber demais<\/em>. A pergunta que se imp\u00f4s ap\u00f3s as discuss\u00f5es no cartel \u2013 a respeito do meu querer \u201csaber demais\u201d \u2013 foi a de investigar de que tipo de saber estamos falando, quando do momento do encontro, na rela\u00e7\u00e3o amorosa. Isso exige alguns apontamentos acerca da linguagem, do ser falante e do corpo. A linguagem \u00e9 feita de al\u00edngua, diz Lacan, e todo o trabalho dela \u00e9 a tentativa de produzir um saber sobre os efeitos de al\u00edngua, quais sejam, os afetos. Produzir um saber sobre esses efeitos nos leva a uma defini\u00e7\u00e3o de saber primeiro como enigma, depois como aquilo que se articula (S1, S2&#8230;). No entanto, de que saber se trata, no\u00a0<em>instante<\/em>\u00a0do encontro amoroso, se tomarmos como premissa base a ideia de que, no apaixonamento,\u00a0<em>a rela\u00e7\u00e3o sexual para de n\u00e3o se escrever<\/em>?<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/o-saber-depois-do-frame\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia+<\/a><\/p>\n\t\n<\/div>[\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;510632&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; alignment=&#8221;right&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;]<div class=\"norebro-text-sc \" \n\tid=\"norebro-custom-6a0f687ed7aba\" \n\t \n\t>\n\n\t<p><strong>Trabalhos do cartel composto por Marcelo Magnelli (mais-um), Nelson Silva, Liliane Sales e Graziela Vasconcelos<\/strong><\/p>\n<p><strong>Joyce e Nora: a parceria como artif\u00edcio<\/strong><\/p>\n<h6>Marcelo Magnelli<br \/>\n<em>Associado do IPB<\/em><\/h6>\n<p>Foi em \u201cum dia de ver\u00e3o de 1904&#8243; que se deu\u00a0<em>O encontro<\/em>.\u00a0<em>J<\/em><em>ames Augustine Aloysius Joyce<\/em>, 22 anos, flanava por Dublin quando percebeu uma jovem com caminhar elegante. Com seu olho m\u00edope, &#8220;p\u00e1ra suas orelhas&#8221; em Nora Barnacle a partir do\u00a0<em>grande desembara<\/em><em>\u00e7o<\/em>como ela o respondeu, permitindo a continuidade da conversa.<\/p>\n<p>Algo nesse encontro toca o mais \u00edntimo de Joyce. Na conting\u00eancia, algo do Um do gozo, que\u00a0<em>n\u00e3o cessa de n\u00e3o se escrever<\/em>, no espa\u00e7o de um instante,\u00a0<em>cessa de n\u00e3o se escrever<\/em>. A cessa\u00e7\u00e3o da n\u00e3o escritura da n\u00e3o-rela\u00e7\u00e3o sexual parece fazer inscrever \u2013 faz crer \u2013 que ela existe. A fantasm\u00e1tica neur\u00f3tica aponta para essa cren\u00e7a, apagando o efeito de acontecimento de corpo. Com isso, o neur\u00f3tico \u201cadormece&#8221; na hist\u00f3ria de amor, consumindo o pr\u00f3prio do amor. Esse &#8220;pr\u00f3prio&#8221; \u00e9 o\u00a0<strong>ex\u00edlio<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/joyce-e-nora-a-parceria-como-artificio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia+<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A que serve Nora?<\/strong><\/p>\n<h6><em>Nelson Matheus Silva<\/em><\/h6>\n<p>Comecei me questionando se seria Nora um sinthoma para Joyce. Em caso de negativa, qual seria ent\u00e3o sua fun\u00e7\u00e3o para ele. Que sua presen\u00e7a f\u00edsica tinha um efeito sobre ele, acredito que n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas sobre esse ponto. Assim, inicio.<br \/>\nEscrever a rela\u00e7\u00e3o sexual \u00e9 uma ilus\u00e3o, uma miragem, que pode se dar no instante de um encontro. Uma ilus\u00e3o uma vez que a conting\u00eancia flui, de imediato, para a necessidade, afastando aquilo que podemos chamar de amor do encontro que o fez nascer. N\u00e3o \u00e9 disso, por\u00e9m, o que se trata na parceria de Joyce e Nora.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/a-que-serve-nora\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia+<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Nora, Joyce e o seu saber-fazer com a arte<\/strong><\/p>\n<h6><em>Liliane Sales<br \/>\nAssociada do IPB<\/em><\/h6>\n<p>Se, como nos ensinou Lacan, o amor \u00e9 que faz supl\u00eancia \u00e0 inexist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual, \u201cisso significa que o amor toma seu el\u00e3 a partir de um imposs\u00edvel\u201d, como afirma Pierre Naveau. Assim, de um lado est\u00e1 a pervers\u00e3o masculina; do outro, o enigma feminino. A parceria se d\u00e1 por um esfor\u00e7o de poesia e que pede coragem. Coragem que leva a um encontro de sintomas e afetos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/nora-joyce-e-o-seu-saber-fazer-com-a-arte\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia+<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Joyce e Nora, do improv\u00e1vel \u00e0 exist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual<\/strong><\/p>\n<h6><em>Graziela Vasconcelos<br \/>\nAssociada do IPB<\/em><\/h6>\n<p>Se homens e mulheres se constituem de modos distintos, seguindo Freud, isso se d\u00e1 em raz\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o que cada um tem com o falo, por consequ\u00eancia, com a no\u00e7\u00e3o de castra\u00e7\u00e3o, ou seja, com a ordem simb\u00f3lica. Isso j\u00e1 nos permite entrever que h\u00e1 algo de um n\u00e3o encontro entre o ser homem e o ser mulher. Lacan, ao avan\u00e7ar, ir\u00e1 nos dizer que essas posi\u00e7\u00f5es s\u00e3o efeitos de linguagem e que, como em cada sujeito a linguagem incide de um modo, as fantasias e os modos de gozo s\u00e3o tamb\u00e9m distintos. Portanto, n\u00e3o haveria entre Um e Outro a possibilidade de um encontro, mas, precisamente, h\u00e1 encontro e o que\u00a0<em>n\u00e3o cessa de n\u00e3o se escrever<\/em>, contingencial e ilusoriamente,\u00a0<em>cessa de n\u00e3o se escrever\u00a0<\/em>e assim se inscreve.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/joyce-e-nora-do-improvavel-a-existencia-da-relacao-sexual\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia+<\/a><\/p>\n\t\n<\/div>[\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;510631&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; alignment=&#8221;right&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_separator][vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column]<div class=\"norebro-text-sc \" \n\tid=\"norebro-custom-6a0f687ed7ad4\" \n\t \n\t>\n\n\t<h3>Acolhimento<\/h3>\n\t\n<\/div>[vc_single_image image=&#8221;510623&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; alignment=&#8221;center&#8221;][vc_empty_space][vc_column_text]<strong>Sublime bolero<\/strong><\/p>\n<h6>Zeca Freitas<\/h6>\n<p>Se quis\u00e9ssemos tra\u00e7ar a hist\u00f3ria do bolero, ver\u00edamos que a palavra \u00e9 localizada na Europa, especificamente na Espanha do final do s\u00e9culo XVIII, relacionada a um tipo de dan\u00e7a de sal\u00e3o que acabar\u00e1 influenciando o resto da Europa, resultando, por exemplo, em Ravel e seu bolero. A zarzuela, as sevilhanas, a m\u00fasica franco-haitiana, a \u00f3pera alem\u00e3, a \u00f3pera italiana, a can\u00e7\u00e3o napolitana, o canto dos tenores, a guitarra dos moros influenciaram o ouvido harm\u00f4nico dos primeiros cubanos contagiados nas in\u00fameras festas que agitavam a\u00a0<em>Capela de m\u00fasica<\/em>\u00a0de Santiago de Cuba.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/cartel-o-minotauro-e-a-mulher-que-chora\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia+<\/a>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_separator][vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1654890996697{margin-top: 0px !important;margin-right: 0px !important;margin-bottom: 0px !important;margin-left: 0px !important;border-top-width: 0px !important;border-right-width: 0px !important;border-bottom-width: 0px !important;border-left-width: 0px !important;padding-top: 0px !important;padding-right: 0px !important;padding-bottom: 0px !important;padding-left: 0px !important;background-color: #e7e7e7 !important;}&#8221;][vc_column css=&#8221;.vc_custom_1654890978214{margin-top: 0px !important;margin-right: 0px !important;margin-bottom: 0px !important;margin-left: 0px !important;border-top-width: 0px !important;border-right-width: 0px !important;border-bottom-width: 0px !important;border-left-width: 0px !important;padding-top: 0px !important;padding-right: 0px !important;padding-bottom: 0px !important;padding-left: 0px !important;}&#8221;][vc_single_image image=&#8221;510359&#8243; img_size=&#8221;full&#8221;][vc_empty_space][vc_column_text]\n<h6 style=\"text-align: center;\"><strong>Diretora EBP Se\u00e7\u00e3o Bahia:<\/strong>\u00a0Marcela Antelo (AME EBP\/AMP)<br \/>\n<strong>Coordenadora da 26\u00aa Jornada da Se\u00e7\u00e3o Bahia:<\/strong>\u00a0M\u00f4nica Hage(EBP\/AMP)<br \/>\n<strong>Comiss\u00e3o do Boletim:<\/strong>\u00a0Maria Luiza Sarno (coord.), Julia Solano (coord. adjunta), Al\u00e9ssia Fontenele,<br \/>\nAlice Munguba, Camila Abreu, Julia Jones e Marcelo Magnelli.<br \/>\n<strong>Webdesigner:<\/strong>\u00a0<a href=\"mailto:sennabruno@gmail.com\">Bruno Senna<\/a><\/h6>\n[\/vc_column_text][vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row]\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;510689&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; alignment=&#8221;center&#8221;][vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;510628&#8243; 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