{"id":510547,"date":"2022-09-28T09:29:48","date_gmt":"2022-09-28T12:29:48","guid":{"rendered":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/?p=510547"},"modified":"2022-10-04T11:01:27","modified_gmt":"2022-10-04T14:01:27","slug":"o-que-se-escreve-entre-o-louco-e-o-anjo1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/o-que-se-escreve-entre-o-louco-e-o-anjo1\/","title":{"rendered":"O que se escreve entre o Louco e o Anjo?[1]"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-510594 size-large\" src=\"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/IMG-20220927-WA0036-1024x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"640\" srcset=\"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/IMG-20220927-WA0036.jpg 1024w, https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/IMG-20220927-WA0036-300x300.jpg 300w, https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/IMG-20220927-WA0036-150x150.jpg 150w, https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/IMG-20220927-WA0036-768x768.jpg 768w, https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/IMG-20220927-WA0036-200x200.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em tempos de arranjos extravagantes e corpos cada vez mais ausentes, que lugar tem o amor? Se a rela\u00e7\u00e3o sexual n\u00e3o pode se escrever, o amor ao menos pode vir supri-la? Jacques Lacan esclarece que o amor permite inscrever o gozo na parceria amorosa. O encontro \u00e9 um instante, um lapso em que UM se percebe fisgado por outro UM. Na arte de Andr\u00e9 Breton, temos a presen\u00e7a de um feminino silencioso e misterioso. H\u00e1 um encantamento na mulher que se apresenta como um mist\u00e9rio e no sil\u00eancio. Como se houvesse um tra\u00e7o de luz, um tra\u00e7o que fisga, que causa, alguma coisa que n\u00e3o se sabe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que \u00e9 esse encontro? O que sustenta as parcerias amorosas? No inconsciente, n\u00e3o sabemos o que mant\u00e9m o la\u00e7o amoroso. N\u00e3o sabemos o que amamos no Outro. Nessa dire\u00e7\u00e3o, interessa-nos interrogar sobre a parceria do pintor Salvador Dal\u00ed e Gala. Que indica\u00e7\u00f5es ela nos fornece sobre a experi\u00eancia desse Outro gozo indistingu\u00edvel que se chama amor?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As parcerias sintom\u00e1ticas s\u00e3o uma chave para entender algo do falasser. E vamos ver isso no enla\u00e7amento entre Salvador e Gala Dal\u00ed. Gala foi sua \u00fanica mulher na vida amorosa e sexual. Ela foi o epicentro da vida dele, de modo que toda a sua obra se ordena ao redor dela. Foi um amor \u00e0 primeira vista para ambos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse encontro, ela se depara com um jovem extremamente alto, um menino desamparado que, paradoxalmente, lhe transmite a sensa\u00e7\u00e3o de estar protegida. Nesse momento em que se conhecem, Dal\u00ed n\u00e3o \u00e9 o c\u00e9lebre pintor, ainda. Gala sabia descobrir os g\u00eanios ainda brotando. Foi assim com Paul \u00c9luard \u2013 seu primeiro marido, poeta franc\u00eas \u2013 e depois com Salvador. De fato, os melhores trabalhos de Dal\u00ed surgem ap\u00f3s sua rela\u00e7\u00e3o com Gala.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Russa de origem, era uma mulher culta, dez anos mais velha que Dal\u00ed, m\u00e3e da pequena C\u00e9cile, casada com \u00c9luard e com constantes amantes. Essa paix\u00e3o por Dal\u00ed fez com que abandonasse sua vida de ent\u00e3o e seguisse sendo a \u00fanica mulher de um \u00fanico homem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gala \u00e9 uma mulher de humor inst\u00e1vel, que se deprime e se angustia. \u00c9 sombria, imprevis\u00edvel, enigm\u00e1tica. \u00c9 sonhadora e ambiciosa. O amor se revela para ela como rem\u00e9dio contra suas tend\u00eancias depressivas. Ela diz: \u201cpara mim, o essencial \u00e9 o amor. \u00c9 o centro de gravidade de minha vitalidade e do meu c\u00e9rebro [&#8230;]\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> e tamb\u00e9m revelava ter um p\u00e2nico da separa\u00e7\u00e3o. Essa ang\u00fastia de abandono a perseguiu desde muito cedo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso faz com que tenha um fervor quase religioso por seu homem. Essa exalta\u00e7\u00e3o j\u00e1 estava presente em seu primeiro marido. Isso dava seguran\u00e7a a ele e em troca ela recebia sua prote\u00e7\u00e3o. Com Dal\u00ed, essa devo\u00e7\u00e3o alcan\u00e7a seu ponto culminante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela se converte na representante, assessora e modelo de Dal\u00ed. Fica do seu lado enquanto pinta, lendo em voz alta ou simplesmente lhe fazendo companhia. Sem emitir palavras, tamb\u00e9m est\u00e1 com ele durante as entrevistas que concede. \u201cAmo apaixonadamente ser dominado por Gala.&#8221;<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Ele se declara cem por cento fiel a ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gala n\u00e3o consegue ser uma m\u00e3e para sua filha, mas o \u00e9 para seus maridos. \u00c9 justamente esse aspecto maternal que atrai Salvador. Ele gostava de dizer que encontrou nela a substituta perfeita de seus amores ed\u00edpicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No primeiro encontro sexual dos dois. Salvador se unta com uma mistura l\u00edquida preparada por ele mesmo a partir de excrementos de cabra e sangue. Ele acha que \u00e9 o mais poderoso afrodis\u00edaco que pode conceber. Dali se manteve virgem at\u00e9 conhecer Gala, aos 25 anos. At\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o conhecia o ato sexual, que lhe parecia uma grande viol\u00eancia. Ele tinha medo de mulheres e de rela\u00e7\u00f5es \u00edntimas, ao ponto de dizerem que Gala era a \u00fanica mulher que podia toc\u00e1-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os oito anos de an\u00e1lise permitem que Dal\u00ed associe sua dimens\u00e3o sintom\u00e1tica \u2013 exibicionismo, h\u00e1bitos extravagantes, bigodes inimit\u00e1veis \u2013 \u00e0s coordenadas de sua chegada ao mundo. Seu irm\u00e3o, nascido tr\u00eas anos antes dele e chamado de Salvador Galo, em homenagem a seu av\u00f4 paterno \u2013 afetado de paranoia \u2013, morre de uma complica\u00e7\u00e3o gastroenter\u00edtica. Salvador se refere a ele deste modo: \u201cmeu irm\u00e3o foi um primeiro ensaio de mim mesmo.\u201d Ele constata que o fantasma do irm\u00e3o morto sempre o atormentou, sempre o considerou um competidor: \u201cmeus pais sempre falaram do outro e eu sempre tive que mostrar que estava vivo.\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seria Dal\u00ed assombrado pelo fantasma de uma m\u00e3e louva-deus (que teria chupado e devorado seu p\u00eanis) e, em decorr\u00eancia disso, pela pr\u00e1tica da masturba\u00e7\u00e3o? O fato \u00e9 que Gala se decepcionou rapidamente devido \u00e0 sua prefer\u00eancia pela masturba\u00e7\u00e3o em detrimento do ato sexual. Isso a conduziu a buscar compensa\u00e7\u00e3o com outros homens. J\u00e1 mais velha, insinuou-se, inclusive, para o filho de seu antigo amante, que a recha\u00e7ou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas isso n\u00e3o foi motivo para a separa\u00e7\u00e3o desse casal. Eles viviam em simbiose, Gala trata Dal\u00ed como uma parte de si mesma. Volta toda sua energia em mim\u00e1-lo e proteg\u00ea-lo. Vela especialmente por sua concentra\u00e7\u00e3o como artista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dal\u00ed anda sempre exuberante, com, por exemplo, cabelo enorme, gravata desproporcionalmente grande e uma capa que ia at\u00e9 os p\u00e9s. E Gala, sempre em segundo plano, em sil\u00eancio, na sombra. Ele extrai dela sua for\u00e7a para existir e a chama de seu \u201canjo do equil\u00edbrio\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>. Dal\u00ed n\u00e3o tem desejo de ter filhos, quer permanecer como o filho-rei. E quanto mais idealiza Gala, mais perde erotismo em sua rela\u00e7\u00e3o. Venera-a em posi\u00e7\u00e3o de uma m\u00e3e ideal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A morte de Gala, sete anos antes da sua, coloca o artista em uma profunda depress\u00e3o. O seu analista classifica esse quadro como um paralelismo com os beb\u00eas que, brutalmente separados de sua m\u00e3e, se deixam morrer de desesperan\u00e7a. Dal\u00ed ficou profundamente deprimido e desorientado, perdendo toda a vontade de viver. Recusava-se a comer, ficando desidratado; teve de ser alimentado por uma sonda nasal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 23 de janeiro de 1989, enquanto assistia \u00e0 sua grava\u00e7\u00e3o favorita de <em>Trist\u00e3o e Isolda<\/em>, morreu de insufici\u00eancia card\u00edaca em Figueres, com 84 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que essa parceria improv\u00e1vel entre Salvador Dal\u00ed e Gala nos sinaliza sobre o amor? Se, no \u00e2mago da parceria, est\u00e1 o muro da n\u00e3o rela\u00e7\u00e3o sexual, como se estabelece o la\u00e7o amoroso? A fun\u00e7\u00e3o do parceiro \u00e9 proporcionar essa conting\u00eancia de sair do autoerotismo, de sair dessa coisa gozosa de si mesmo, para dirigir-se ao outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No (des)encontro amoroso entre os sexos, eventualmente, pode se escrever a dimens\u00e3o do amor. No que se pode cernir desse encontro que requer coragem: de um lado, o parceiro na forma de seu fetiche, em que o Outro se reduz ao objeto <em>a<\/em>; do outro, o enigm\u00e1tico, o amor enodado no n\u00edvel significante, na demanda de amor. O modo como, para cada um, se articula o desejo, o gozo e o amor \u00e9 sempre singular<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><\/a>. O amor n\u00e3o passa por nenhuma norma ou normalidade e depende do acaso. Depende, portanto, de um encontro contingente \u201cdos sintomas, dos afetos, de tudo que em cada um marca o tra\u00e7o do seu ex\u00edlio, n\u00e3o como sujeito, mas como falante, do seu ex\u00edlio da rela\u00e7\u00e3o sexual\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>. Cada vez que se cr\u00ea estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o sexual, que voc\u00ea e seu parceiro fazem um, trata-se sempre de uma rela\u00e7\u00e3o sintom\u00e1tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante do irredut\u00edvel da n\u00e3o rela\u00e7\u00e3o entre os sexos, a parceria \u00e9 sempre sintom\u00e1tica. Por isso, toda essa \u201cconfus\u00e3o\u201d, s\u00e3o duas l\u00ednguas, h\u00e1 o muro da linguagem a\u00ed na rela\u00e7\u00e3o com o outro, o outro que \u00e9 sempre Outro. Independente de em qual posi\u00e7\u00e3o voc\u00ea est\u00e1, frente \u00e0 posi\u00e7\u00e3o f\u00e1lica, na rela\u00e7\u00e3o amorosa, na parceria com o outro, tem sempre um em uma posi\u00e7\u00e3o e o outro na outra. Mesmo que eventualmente se transite a\u00ed. A\u00ed se encontra a dimens\u00e3o do imposs\u00edvel da rela\u00e7\u00e3o sexual, a n\u00e3o rela\u00e7\u00e3o sexual, <em>n\u00e3o cessa de n\u00e3o se escrever<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Necess\u00e1rio \u00e9, para cada um, o que <em>n\u00e3o cessa de se escrever<\/em> do sintoma. E se constatamos o particular do sintoma, ele a cada vez nos remete \u00e0 n\u00e3o rela\u00e7\u00e3o sexual, contingente, do <em>cessa de n\u00e3o se escrever<\/em>; \u00e9 o encontro com o gozo, no amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, para concluir, retornamos \u00e0 nossa pergunta inicial: o que se escreve no encontro amoroso? O que do encontro de Salvador e Gala se escreve? Para responder, o presente trabalho teve como horizonte o que foi posto por Lacan<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> de que \u201cfalar de amor \u00e9, em si mesmo, um gozo\u201d. O encontro de dois saberes inconscientes que sustenta o amor implica em um saber sob o pano de fundo de uma opacidade sexual<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>. Assim, o que se escreve \u00e9 sempre contingente e implica o real do corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gala n\u00e3o produz um enigma \u00e0 Dal\u00ed \u2013 ela encarna a pr\u00f3pria mensagem, encarna a chave dos mist\u00e9rios de sua exist\u00eancia. Dal\u00ed assim, cria Deus-mulher. \u201cFazendo existir A mulher na pessoa de Gala, Dal\u00ed d\u00e1 ao mesmo tempo consist\u00eancia a um Outro que pode obter em troca a consist\u00eancia que lhe falta.\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><\/a> Gala, por sua vez, em sua posi\u00e7\u00e3o materna, se utiliza dos equivalentes f\u00e1licos para nomear seu ser de mulher e nutre em seu futuro g\u00eanio, fazendo dele um artista mundialmente reconhecido. Assim, a parceria se instala em que cada um \u00e9 o criador do outro. Para finalizar, gostar\u00edamos de lan\u00e7ar algumas perguntas para discuss\u00e3o e que ressoam em nosso cartel: seriam as obras de Dal\u00ed o que se escreve da rela\u00e7\u00e3o dele com Gala? Ele se serve da arte na tentativa de inscrever o amor? \u00c9 poss\u00edvel falar de amor sem arte\/poesia? H\u00e1 amor materializado nas telas surreais de Dal\u00ed? Suas obras teriam estatuto de cartas de almor?<\/p>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Cartel composto por Al\u00e9ssia Fontenelle (Mais-um), F\u00e1bio Mantovaneli, Giovanna Reis Mesquita, Graziela Pires e Wilker Fran\u00e7a.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> ARPIN, D. <em>Parejas c\u00e9lebres<\/em>: lazos inconscientes. Olivos: Grama Ediciones, 2018. p. 108.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> ARPIN, 2018, <em>op. cit<\/em>., p. 105.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> ARPIN, 2018, <em>op. cit<\/em>., p. 113.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> ARPIN, 2018, op. cit., p. 109.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> MILLER, J.-A. A inven\u00e7\u00e3o do parceiro. Dispon\u00edvel em: file:\/\/\/Users\/alessiafontenelle\/Downloads\/A%20invenc %CC%A7a%CC%83o%20do%20parceiro%208%20de%20setembro%20de%202022%20(1).pdf<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> LACAN, J. <em>O semin\u00e1rio<\/em>, livro 20: <em>Mais, ainda<\/em>. (1972-1973) Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1982. p. 198.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> LACAN, 1982, <em>op. cit<\/em>., p. 112.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> NAVEAU, P. <em>O que do encontro se escreve<\/em>: estudos lacanianos. Belo Horizonte: Ed. EBP, 2017.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> <em>Ibidem<\/em>, p. 115.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em tempos de arranjos extravagantes e corpos cada vez mais ausentes, que lugar tem o amor? Se a rela\u00e7\u00e3o sexual n\u00e3o pode se escrever, o amor ao menos pode vir supri-la? 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