{"id":510367,"date":"2022-06-11T07:00:43","date_gmt":"2022-06-11T10:00:43","guid":{"rendered":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/?p=510367"},"modified":"2022-07-16T08:30:40","modified_gmt":"2022-07-16T11:30:40","slug":"a-erosao-de-eros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/a-erosao-de-eros\/","title":{"rendered":"A eros\u00e3o de Eros"},"content":{"rendered":"[vc_row][vc_column width=&#8221;5\/6&#8243;][vc_column_text]\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><em>Marcela Antelo<br \/>\nPsicanalista, AME, membro da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise e da Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise<br \/>\n<\/em><\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">Freud afirmou que uma degrada\u00e7\u00e3o geral<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> poderia afetar a vida amorosa dos homens e construiu uma teoria de tal afei\u00e7\u00e3o. Talvez por causa dela, Marguerite Duras aconselhava ser preciso amar muito, mas muito, muito, aos homens, porque sem isso n\u00e3o seria poss\u00edvel suport\u00e1-los<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. H\u00e1 tamb\u00e9m como nomear a degrada\u00e7\u00e3o da vida amorosa feminina: devasta\u00e7\u00e3o. H\u00e1 tamb\u00e9m uma teoria dessa condi\u00e7\u00e3o. Um \u201cmais de subst\u00e2ncia\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> demandado ilimitadamente ao Outro do amor, com fervor, n\u00e3o \u00e9 menos insuport\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O inconsciente trabalha para o gozo do corpo e para o gozo da palavra, estabelecendo o mal-entendido entre os sexos. O amor suspende, como uma gota de orvalho, o mal-entendido, nosso <em>hashtag<\/em>: #NHRS, n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual \u2013 evid\u00eancia da nossa \u00e9poca, como disse Miller em Comandatuba \u2013, que supre a falha, <em>suspiora <\/em>com o Um, mas tamb\u00e9m vacila e cai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Mais, ainda<\/em>, com o ru\u00eddo e furor das puls\u00f5es como trilha sonora, algo do real do encontro se escreve, insiste, \u00e0s vezes. O amor \u00e9 alguma coisa que acontece, os poetas dizem, no cora\u00e7\u00e3o. Outros poetas o generalizam ao corpo todo, n\u00f3s os seguimos. Lacan elabora no Semin\u00e1rio 20 uma teoria da subst\u00e2ncia gozante. Entre o Um do gozo e o Outro do amor, seguiremos o movimento dessa constru\u00e7\u00e3o. \u201cA quest\u00e3o do amor conhece um movimento particular a partir do Semin\u00e1rio <em>Mais, ainda<\/em>, porque o amor pode mediar entre\u00a0os um-totalmente-s\u00f3s desta \u00e9poca\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Media\u00e7\u00e3o, supl\u00eancia, fic\u00e7\u00e3o, arranjo, gambiarra&#8230; Interessou-nos estudar neste ano, na forma\u00e7\u00e3o permanente da Se\u00e7\u00e3o Bahia, o despeda\u00e7amento do Outro do amor que ocupara Lacan no Semin\u00e1rio 20, onde propunha: \u201cO Outro deve [&#8230;] ser novamente martelado, espeda\u00e7ado, para que tome seu pleno sentido, sua resson\u00e2ncia completa\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lacan ocupou-se de dar voltas ao redor dos modos de falhar a rela\u00e7\u00e3o sexual. \u201cIsso rateia. \u00c9 algo objetivo\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>. Tamb\u00e9m disse que o verdadeiro tema desse ano era romper o caminho da elabora\u00e7\u00e3o do <em>n\u00e3o-todo<\/em>. Acrescenta que se a rela\u00e7\u00e3o sexual n\u00e3o existe, desde algum ponto, isso pode se esclarecer justamente pelo lado das damas. A dama que n\u00e3o existe. Se ela tomar exist\u00eancia, ser\u00e1 o fim do mundo<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>, escreveu Ana Lucia Lutterbach em texto inesquec\u00edvel. Quanto ao cavaleiro, sabemos que est\u00e1 em extin\u00e7\u00e3o, engolido pela er\u00f3tica do sil\u00eancio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Do amor e da eros\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em uma confer\u00eancia magistral de C\u00e9line Scemama na Cinemateca Francesa, encontramos o significante-chave da Jornada deste ano. Ela aborda a eros\u00e3o de Eros em Antonioni.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde <em>Cr\u00f4nicas de um amor<\/em>, os homens n\u00e3o sabem mais o que fazer face \u00e0s mulheres. Alguma coisa desapareceu, alguma coisa est\u00e1 perdida, h\u00e1 um mal-estar. Os homens s\u00e3o er\u00f3ticos porque eles s\u00e3o \u201cdoentes de Eros\u201d, nos diz Antonioni. As mulheres os olham apenadas, at\u00e9 com piedade. A eros\u00e3o de Eros os conduz a uma busca er\u00f3tica nova. Os corpos se eclipsam, somem, desaparecem na bruma, mas as coisas se animam de uma intensidade nova e carregam uma carga er\u00f3tica e existencial ins\u00f3lita, inquietante talvez, mas tamb\u00e9m vertiginosa, euf\u00f3rica, desesperada<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O amor como um terreno altamente erod\u00edvel. A eros\u00e3o \u00e9 uma esp\u00e9cie de degrada\u00e7\u00e3o, dizem os ge\u00f3logos. A eros\u00e3o \u2018perdura \u00e0 perda pura\u2019 \u2013 digamos sequestrando essa p\u00e9rola de Lacan \u2013, fica acontecendo, um <em>ongoing<\/em>, um processo inacabado, infinito. Existem agentes erosivos e velocidades de eros\u00e3o. Seja com respingos ou vo\u00e7orocas, a coisa erode. Se algo se cultiva, se algo se planta, a eros\u00e3o se lentifica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitos anos atr\u00e1s, Fran\u00e7ois Regnault o disse de modo singelo: \u201co amor \u00e9 anormal: que deixe doente \u00e9 normal\u201d<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>. A fant\u00e1stica figura\u00e7\u00e3o grega de ultrapassar o corpo com uma flecha, uma flecha que fura, ou seja, pode sair do outro lado do buraco, ao infinito, demonstra que o amor fura o corpo irremediavelmente. O amor facilita nos reconhecermos uns aos outros t\u00f3ricos, furados. N\u00e3o pela via da fragmenta\u00e7\u00e3o fetichista, partes de um todo, sen\u00e3o pela via do n\u00e3o-todo lacaniano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas primeiras quatorze p\u00e1ginas do Semin\u00e1rio 20 aparecem sete enuncia\u00e7\u00f5es, devemos cham\u00e1-las assim, fundamentais, sobre o amor. Amor em corpo, se escuta em <em>Encore<\/em>, e se n\u00e3o \u00e9 um tema fr\u00edvolo nesse momento de ru\u00eddo e furor, de sangue e dor, \u00e9 porque em psican\u00e1lise n\u00e3o falamos de amor sem falar de \u00f3dio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ajustamos os ponteiros com a hora atual seguindo nossa pol\u00edtica que \u00e9 a do sintoma, colhendo impasses e mal-entendidos. \u201cO gozo se produz sempre no corpo de Um, mas atrav\u00e9s do corpo do Outro\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>. Como Christiane Alberti, nov\u00edssima presidente da AMP, disse na abertura do Enapol, \u201cn\u00e3o s\u00e3o as coordenadas atuais do la\u00e7o social as que lan\u00e7am luz sobre o novo no amor, s\u00e3o os impasses, os mal-entendidos, os sintomas atuais do amor que ilustram nossa civiliza\u00e7\u00e3o como aquela de <em>A mulher que n\u00e3o existe<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Freud n\u00e3o gostava da no\u00e7\u00e3o de mundo e tinha cr\u00edticas s\u00e9rias sobre a ideia de \u201cvis\u00e3o de mundo\u201d. Em \u201cInibi\u00e7\u00e3o, sintoma e ang\u00fastia\u201d<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a>, ele diz que as vis\u00f5es de mundo envelhecem rapidamente. Mas tamb\u00e9m diz que nosso trabalho mi\u00fado, estreito e m\u00edope exige novas edi\u00e7\u00f5es dos que pensam o mundo. Christiane Alberti falou de acompanhar as muta\u00e7\u00f5es. Fabi\u00e1n Fajnwaks trouxe uma mala de refer\u00eancias de soci\u00f3logos e fil\u00f3sofos na \u00faltima Jornada da Bahia em sua confer\u00eancia \u201cO discurso capitalista e o imposs\u00edvel. Recolheu o significante <em>Unloving<\/em> na soci\u00f3loga Eva Illouz, onde l\u00ea a obsolesc\u00eancia programada e a demanda de amor prevenida dos relacionamentos amorosos contempor\u00e2neos.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O recha\u00e7o em iniciar um relacionamento amoroso (os n\u00e3o-sexo, anor\u00e9xicos do amor), a passagem meton\u00edmica de um relacionamento a outro, [&#8230;] os <em>coachs<\/em> ou conselheiros, sex\u00f3logos: hoje existe todo um mercado constru\u00eddo em torno do amor<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nossa eros\u00e3o do amor n\u00e3o se confunde com a agonia de Eros lida por Byung-Chul Han, que v\u00ea aniquilada toda possibilidade de erotismo sob a alquimia sinistra de consumo e narcisismo do discurso capitalista. Interessa-nos sua leitura da eros\u00e3o da alteridade do <em>Outro<\/em>, de m\u00e3os dadas com a \u201cnarcisifica\u00e7\u00e3o do si-mesmo\u201d<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a>. O elogio do amor de Alain Badiou, a evita\u00e7\u00e3o do amor de Stanley Cavell, a liquidez de Zygmunt Bauman, fontes de leitura do que muta. A interroga\u00e7\u00e3o de Tamara Tenembaum tamb\u00e9m nos afeta: \u201cN\u00e3o sei como se navega a contradi\u00e7\u00e3o entre o desejo de novidade e calor humano\u201d<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se o amor nos defende do gozo feminino (Philippe Hellebois, ainda in\u00e9dito), se o amor faz supl\u00eancia, estamos mais desprotegidos quando ele erosiona no sentido do desgaste? Bertrand Russell percebeu em um instante, andando em bicicleta, que n\u00e3o amava mais a sua mulher. A ex-mulher de Philip Roth concluiu que a eros\u00e3o tinha acabado com a hist\u00f3ria deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A eros\u00e3o que nos interessa \u00e9 a escrita da letra de gozo no corpo. Miller fez da dist\u00e2ncia entre a fala e a escrita o lugar onde a psican\u00e1lise opera<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a>. Das palavras de amor ao que do amor se escreve \u00e9 o que nos interessa explorar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voltando a Lacan do ponto de partida de Fajnwaks, se o capitalismo \u201c[&#8230;] deixa de lado o que chamaremos simplesmente de coisas do amor\u201d, a fun\u00e7\u00e3o do amor na psican\u00e1lise caminha pelo avesso do discurso sem avesso. O amor contingente abre \u201cum espa\u00e7o para Outra coisa que racha, fissura, escande o gozo dando lugar ao sujeito ali onde esse circuito o foraclui\u201d<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O corpo afetado pelo gozo feminino percorre descal\u00e7o a topologia do furo<em>. Cosmografia do furo<\/em> chama a obra da qual faz parte o cartaz da Jornada, imagem cedida gentilmente por David Athmejd. O artista vem primeiro e seu significante nos relembra que o gozo como tal passa pela escrita, como disse \u00c9ric Laurent. A grafia do furo de David traz a m\u00e3o deixando tra\u00e7o no muro, a m\u00e3o do gozo no len\u00e7ol e o que quisermos imaginar, seja qual for a forma que lhe dermos, \u00e9 uma escrita. Por outro lado, o amor \u00e9 assunto de m\u00e3os: lembremos a m\u00e3o que se adianta para pegar o fruto quando maduro, do Semin\u00e1rio 8, <em>A transfer\u00eancia<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a rela\u00e7\u00e3o sexual n\u00e3o se escreve, ocasionalmente, o amor pode se escrever. Pode se ler. A escrita \u00e9 <em>ravinement<\/em>, eros\u00e3o, diz Lacan, apresenta-se no real. Eros\u00e3o \u00e9 pegada. O amor e a dor n\u00e3o resistem \u00e0 argila, nos deformam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caminhemos.<\/p>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> FREUD, Sigmund. Sobre a mais geral degrada\u00e7\u00e3o da vida amorosa. Contribui\u00e7\u00f5es para a psicologia da vida amorosa II. (1912) In: FREUD, Sigmund. <em>Amor, sexualidade, feminilidade<\/em>. Belo Horizonte: Aut\u00eantica Editora, 2018. p. 137-153. (Obras Incompletas de Sigmund Freud) \u201cCreio, por mais estranho que possa soar, que devemos considerar a possibilidade de que alguma coisa na natureza da pr\u00f3pria puls\u00e3o sexual n\u00e3o seja favor\u00e1vel \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da plena satisfa\u00e7\u00e3o\u201d (p. 149).<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> DURAS, Marguerite. <em>A <\/em><em>vida material<\/em>. (1987) Rio de Janeiro: Globo, 1989.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> LACAN, Jacques. O aturdito. In: LACAN, Jacques. <em>Outros escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003. p. 465.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> MILLER, Jacques-Alain. <em>Conferencias porte\u00f1as<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2010.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> LACAN, Jacques. <em>O semin\u00e1rio<\/em>, livro 20: <em>Mais, ainda<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1985. p. 54.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> <em>Ibidem<\/em>, p. 79.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> LUTTERBACH, Ana Lucia. A mulher n\u00e3o existe. Publica\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica &#8211; XXIII Encontro Brasileiro do Campo Freudiano. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.encontrobrasileiro2020.com.br\/a-mulher-nao-existe\/<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> SCEMAMA, C\u00e9line. <em>Antonioni, ou a eros\u00e3o de Eros<\/em>. (In\u00e9dito) V\u00eddeo dispon\u00edvel em: https:\/\/www.canal-u.tv\/chaines\/cinematheque-francaise\/antonioni-ou-l-erosion-d-eros-conference-de-celine-scemama<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> LACAN, Jacques. Lituraterra. In: LACAN, Jacques. <em>Outros escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003. p. 22.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> MILLER, Jacques-Alain.<em> El partenaire-sintoma. <\/em>Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2008. p. 411.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> ALBERTI, Christiane. Amor em tempos de \u201cA mulher n\u00e3o existe\u201d. Publica\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica &#8211; X Enapol. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.grandesassisesamp2022.com\/pt-br\/lamour-au-temps-de-la-femme-nexiste-pas\/.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> [&#8230;] n\u00e3o sou de modo algum parcial quanto \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de <em>Weltanschauungen<\/em>. Tais atividades podem ser deixadas aos fil\u00f3sofos, que confessadamente acham imposs\u00edvel empreender sua viagem pela vida sem um Baedeker dessa esp\u00e9cie para proporcionar-lhes informa\u00e7\u00f5es sobre todos os assuntos. Aceitemos humildemente o desprezo com que nos olham, sobranceiros, do ponto de observa\u00e7\u00e3o de suas necessidades superiores. Mas visto que <em>n\u00f3s<\/em> n\u00e3o podemos tamb\u00e9m abrir m\u00e3o de nosso orgulho narc\u00edsico, ficaremos reconfortados com o pensamento de que tais \u2018Manuais para a Vida\u2019 ficam logo desatualizados, de que \u00e9 precisamente nosso trabalho m\u00edope, tacanho e insignificante que os obriga a aparecer em novas edi\u00e7\u00f5es. (FREUD, Sigmund. Inibi\u00e7\u00e3o, sintoma e ang\u00fastia. In: FREUD, Sigmund. Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud, XX. Rio de Janeiro: Imago Editora Ltda, 1976. p.117)<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> FAJNWAKS, Fabi\u00e1n. O discurso capitalista e o imposs\u00edvel. Publica\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica &#8211; XXV Jornada EBP-Bahia, 2021. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/o-discurso-capitalista-e-o-impossivel\/\">https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/o-discurso-capitalista-e-o-impossivel\/<\/a>.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> HAN, Byung-Chul. <em>Agonia do Eros<\/em>. Petr\u00f3polis: Vozes, 2017. p. 6.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> TENEMBAUM, Tamara. <em>El fin del amor<\/em>. <em>Amar y coger en el siglo XXI. <\/em>Buenos Aires: Ariel, 2019.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> MILLER, Jacques-Alain. Ler um sintoma. <em>Lacan XXI, Revista FAPOL online<\/em>, v. 1, abr. 2016. Trad. <strong>Teresinha N. Meirelles do Prado. Dispon\u00edvel em: <\/strong><a href=\"http:\/\/www.lacan21.com\/sitio\/2016\/04\/16\/ler-um-sintoma\/?lang=pt-br\">http:\/\/www.lacan21.com\/sitio\/2016\/04\/16\/ler-um-sintoma\/?lang=pt-br<\/a>.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a> FAJNWAKS, 2021, <em>op. cit<\/em>.<\/h6>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/6&#8243;]<div class=\"norebro-icon-box-sc icon-box text-center\" \n\tid=\"norebro-custom-6a0f686d8eed4\" \n\t \n\t>\n\n\t<div class=\"icon-wrap\">\n\t\t\t\t\t<span class=\"linea-basic-sheet-pen\"><\/span>\n\t\t\t<\/div>\n\n\t<div class=\"content-wrap\">\n\n\t\t<div class=\"content-center with-full\">\n\t\t\t<div class=\"wrap\">\n\t\t\t\t<h3>DOWNLOAD PDF<\/h3>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\n\t\t<p class=\"description content-full\">\n\t\t\t\t\t<\/p>\n\n\t\t\t\t\t<a class=\"btn\" href=\"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/A-erosao-de-Eros-Marcela-Antelo.pdf\"\n\t\t\t>\n\t\t\t\tRead more\t\t\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\n\t\t\n<\/div>[\/vc_column][\/vc_row]\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;5\/6&#8243;][vc_column_text] Marcela Antelo Psicanalista, AME, membro da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise e da Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise Freud afirmou que uma degrada\u00e7\u00e3o geral[1] poderia afetar a vida amorosa dos homens e construiu uma teoria&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[144],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/510367"}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=510367"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/510367\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":510439,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/510367\/revisions\/510439"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=510367"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=510367"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2022\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=510367"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}