{"id":261,"date":"2021-08-17T10:17:53","date_gmt":"2021-08-17T13:17:53","guid":{"rendered":"http:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2021\/?p=261"},"modified":"2021-08-17T14:50:15","modified_gmt":"2021-08-17T17:50:15","slug":"consumo-versus-sabedorias-ou-o-capitalismo-contra-a-arte-de-viver-ou-o-poder-e-a-impotencia1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2021\/consumo-versus-sabedorias-ou-o-capitalismo-contra-a-arte-de-viver-ou-o-poder-e-a-impotencia1\/","title":{"rendered":"Consumo versus sabedorias\u00a0ou\u00a0O capitalismo contra a arte de viver\u00a0ou\u00a0O poder \u00e9 a impot\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_btn title=&#8221;Downlod PDF&#8221; color=&#8221;juicy-pink&#8221; size=&#8221;xs&#8221; i_icon_fontawesome=&#8221;fas fa-file-pdf&#8221; add_icon=&#8221;true&#8221; link=&#8221;url:http%3A%2F%2Febpbahia.com.br%2Fjornadas%2F2021%2Fwp-content%2Fuploads%2F2021%2F08%2FConsumo-versus-sabedorias-ou-O-capitalismo-contra-a-arte-de-viver-ou-O-poder-e-a-impotencia-Ana-Ruth-Najles.pdf&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<h1><a id=\"_ednref1\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.ebp.org.br\/ba\/agente\/009\/002_ana_ruth.html#_edn1\" name=\"_ednref1\"><\/a><\/h1>\n<h6><em>Ana Ruth Najles<\/em><\/h6>\n<p>Considerando que os psicanalistas devem conseguir responder ao mal-estar da civiliza\u00e7\u00e3o da \u00e9poca em que vivemos, imp\u00f5e-se a n\u00f3s uma pergunta: como ler a atualidade? Como ler a modernidade ideol\u00f3gica?<sup>1<\/sup><\/p>\n<p>Podemos dizer \u2013 junto com Miller, em seu curso\u00a0<em>Piezas Sueltas<\/em><sup>2<\/sup>\u00a0<em>&#8211;\u00a0<\/em>\u00a0que nossa \u00e9poca se caracteriza como a \u00e9poca onde o \u201cpoder \u00e9 a impot\u00eancia\u201d<sup>3<\/sup> \u2013 como afirmava Lacan em seu \u201cDiscurso aos cat\u00f3licos\u201d ao referir-se \u00e0 psicologia moderna \u2013, na qual o governo prescinde da pol\u00edtica, j\u00e1 que se trata do governo por \u201cperitagem coletiva\u201d<sup>4<\/sup>, ou seja, an\u00f4nimo. Segundo Lacan \u2013 tal como destaca Miller \u2013, se trata de um chamado ao pai \u2013 significante mestre \u2013 que prepara o retorno da autoridade em suas formas mais terr\u00edveis<sup>5<\/sup>\u00a0(p.ex. Totalitarismos).<\/p>\n<p>Por outro lado, fica evidente que a fic\u00e7\u00e3o reguladora na ordem social atual \u00e9 a da \u201cliberdade do consumidor\u201d<sup>6<\/sup>, que se traduz pelo matema do sujeito barrado, que \u201cverdadeiramente\u201d, est\u00e1 comandado pelo mestre.<\/p>\n<p>Por isso Miller afirma que as guerras do s\u00e9culo XXI s\u00e3o entre a f\u00e9 e o mercado<sup>7<\/sup>. E a divis\u00e3o do sujeito se produz, portanto, \u00a0entre sua espiritualidade e seu materialismo.<\/p>\n<p>Trata-se, nesse momento, e ainda hoje, de encontrar o lugar para a psican\u00e1lise em um mundo configurado entre a per\u00edcia coletiva, para manipular a liberdade do consumidor, e a religi\u00e3o<sup>8<\/sup>. Evidencia-se que a opera\u00e7\u00e3o das terapias cognitivas, de m\u00e3os dadas com o DSM, consiste em reverter o S1 produzido pelo discurso anal\u00edtico, em benef\u00edcio do discurso do mestre, sem esquecer a alian\u00e7a atual do mestre com o saber \u2013 pseudo-cient\u00edfico.\u00a0 Isto tem como resultado a\u00a0<em>burocracia<\/em>\u00a0enquanto uma das formas do discurso universit\u00e1rio, que se caracteriza pelo fato de que o\u00a0<em>saber<\/em>\u00a0\u2013 cuja verdade \u00e9 o poder em decad\u00eancia do mestre antigo \u2013 exerce seu dom\u00ednio sobre um elemento de gozo com a finalidade de ordenar e regular a sociedade, antecipando seu porvir<sup>9<\/sup>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\"><u>S2<\/u>\u00e0\u00a0<em><u>a<\/u><\/em><u><\/u><br \/>\nS1 \/\/\u00a0\u00a0<em>$<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 desse modo como o dom\u00ednio aponta a que esse elemento de gozo, excessivo respeito do saber, se reduza ao\u00a0<em>$<\/em>\u00a0\u2013 conjunto vazio \u2013 enquanto pura \u201cvari\u00e1vel de ajuste\u201d<sup>10<\/sup>. Trata-se, na verdade, da tirania do saber.<\/p>\n<p>H\u00e1 que considerar tamb\u00e9m que esta decad\u00eancia do mestre antigo \u2013 o significante do Ideal \u2013 deu lugar ao imp\u00e9rio do regime do \u201cN\u00e3o-Todo\u201d cuja lei \u00e9: \u201cn\u00e3o h\u00e1 exce\u00e7\u00e3o\u201d, quer dizer, \u201ctodos iguais\u201d<sup>11<\/sup>.<\/p>\n<p>De modo que estamos \u2013 como indica Jacques-Alain Miller \u2013 perante um totalitarismo que n\u00e3o se totaliza, um totalitarismo serial que n\u00e3o conta com a seguran\u00e7a que d\u00e1 o conjunto<sup>12<\/sup>\u00a0. \u00c9 por isso que se imp\u00f5e a\u00a0<em>suspeita generalizada<\/em><sup>13<\/sup>\u00a0e, tamb\u00e9m, a\u00a0<em>avalia\u00e7\u00e3o para-todos<\/em>\u00a0como sua consequ\u00eancia l\u00f3gica (H\u00e1 que se inspecionar).<\/p>\n<p>Como afirmava Jean-Claude Milner em seu livro A<em>\u00a0pol\u00edtica das coisas,<\/em>\u00a0o \u00fanico objetivo da avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 a \u201cdomestica\u00e7\u00e3o generalizada\u201d. Trata-se de uma opera\u00e7\u00e3o de\u00a0<em>controle<\/em>\u00a0que ataca o direito ao segredo<sup>14<\/sup>, o \u00fanico que pode opor resist\u00eancia ao controle.<br \/>\nO que explica a expans\u00e3o da avalia\u00e7\u00e3o, segundo Milner, \u00e9 que ela promete que as coisas poder\u00e3o finalmente governar, substituindo as miser\u00e1veis decis\u00f5es humanas.<\/p>\n<p>O \u201cgoverno das coisas\u201d oferece grandes vantagens quando o que interessa \u00e9 imp\u00f4r o sil\u00eancio, j\u00e1 que dispensa toda pol\u00edtica.\u00a0 \u201cO governo das coisas\u201d, de Milner, remete ao neologismo \u201cgovernanza\u201d<sup>15<\/sup>, ao qual Miller define como um governo de peritagens coletivos e sem a pol\u00edtica.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o para Milner \u2013 lembremos que nessa mesma \u00e9poca, 2004, Milner e Miller publicaram um livro sobre a avalia\u00e7\u00e3o \u2013 \u00e9 um produto da democracia moderna solid\u00e1ria \u00e0 economia de mercado \u2013 regida pela tecnoci\u00eancia \u2013 democracia que se caracteriza por n\u00e3o dar o governo aos homens sen\u00e3o \u00e0s coisas. Esta \u201cdemocracia verbal\u201d, como a denomina Milner, pretende a \u201cigualdade substancial\u201d, j\u00e1 que esse \u00e9 o tipo de igualdade que conv\u00eam \u00e0s coisas.<br \/>\n\u00c9 atrav\u00e9s da\u00a0<em>avalia\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0que os mestres da democracia verbal puderam estabelecer a igualdade, submergindo os seres falantes no espa\u00e7o do med\u00edvel e do substitu\u00edvel. Por isso pode-se afirmar que a\u00a0<em>avalia\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0instala a transforma\u00e7\u00e3o dos homens em coisas.<\/p>\n<p>Podemos colocar que, neste ponto, ressoa em toda sua dimens\u00e3o a hip\u00f3tese de Lacan do ano 1967, sobre a \u201ccrian\u00e7a generalizada\u201d, para dar conta de &#8220;o que rubrica a entrada de um imenso gentil no caminho da segrega\u00e7\u00e3o&#8221;<sup>16<\/sup>.<\/p>\n<p>Este caminho da segrega\u00e7\u00e3o s\u00f3 pode ser lido como a perda do estatuto de ser falante para cair no estatuto de objeto de manipula\u00e7\u00e3o por parte do mercado; objeto mais-de-gozo homolog\u00e1vel a qualquer objeto produzido pela tecnologia. Isso implica em deixar o ser falante sem palavra, sem responsabilidade, de modo que todos, enquanto consumidores, somos crian\u00e7as. Isto \u00e9 assim porque a maior identifica\u00e7\u00e3o que se prop\u00f5e ao ser falante na atualidade \u00e9 a identifica\u00e7\u00e3o com o consumidor, o que, por sua vez, acaba sendo objeto de consumo do mercado.<\/p>\n<p>\u201cA crian\u00e7a generalizada\u201d, ent\u00e3o, equivale a postular o<em>\u00a0mesmo gozo para todos<\/em>.<\/p>\n<p>Os especialistas atuais s\u00e3o os encarregados de traduzir para os governantes os supostos discursos das coisas. Mas, como as coisas n\u00e3o falam, esses pretendidos porta-vozes das coisas s\u00e3o, somente, porta-vozes de si mesmos.<\/p>\n<p>Se a\u00a0<em>avalia\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0\u00e9 a per\u00edcia por excel\u00eancia \u00e9 porque ela permite fazer per\u00edcias de todos os demais peritos. A for\u00e7a da avalia\u00e7\u00e3o reside, portanto, no fato de que n\u00e3o h\u00e1, em si mesma, nenhum conte\u00fado pr\u00f3prio. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 inavali\u00e1vel.<\/p>\n<p>Temos aqui a nova defini\u00e7\u00e3o do Ser Supremo: o que avalia a todos e que, por sua vez, n\u00e3o poderia ser avaliado.<\/p>\n<p>\u201cA avalia\u00e7\u00e3o escolheu a peritagem; ao faz\u00ea-lo escolheu o controle, e ao escolher o controle abandona o sofrimento \u00e0 sua sorte\u201d\u00a0<sup>17<\/sup>\u00a0j\u00e1 que \u00e9 isso o que exige o governo das coisas.<\/p>\n<p>\u00c9 por tudo que dissemos anteriormente que a a<em>valia\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0\u2013 pretensamente cient\u00edfica \u2013, subsidi\u00e1ria da pol\u00edtica das coisas, jamais poderia emitir um julgamento favor\u00e1vel sobre a psican\u00e1lise<sup>18<\/sup>.<\/p>\n<p>E por que? Porque contra a ilus\u00e3o filos\u00f3fica \u2013 e n\u00e3o somente a do pragmatismo \u2013 a pr\u00e1tica da psican\u00e1lise demonstra que os problemas da vida n\u00e3o se dissipar\u00e3o jamais. Considerando que o problema da vida \u00e9 que\u00a0<em>n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o\u00a0<\/em>\u2013 nem entre as palavras e as coisas, nem entre homens e mulheres \u2013, somente h\u00e1 modos singulares de vida, que na psican\u00e1lise denominamos\u00a0<em>sinthome<\/em>. E o\u00a0<em>sinthome<\/em>, despido do sentido, objeta o la\u00e7o social, j\u00e1 que se reduz ao gozo aut\u00edstico, quer dizer, a um modo de vida singular.<\/p>\n<p>Dado que\u00a0<em>al\u00edngua<\/em>\u00a0\u2013 enquanto integral de equ\u00edvocos na qual cada um vem cair ou\u00a0 submergir-se \u2013 faz do ser que a habita e que a falar\u00e1 um doente, um deficiente, ela constitui o trauma para o ser falante. Em seu semin\u00e1rio\u00a0<em>Le sinthome<\/em><sup>19<\/sup>\u00a0Jacques Lacan prop\u00f5e fazer um uso l\u00f3gico do sintoma, o que sup\u00f5e sua redu\u00e7\u00e3o ao real sem lei, real que condensa o trauma de\u00a0<em>al\u00edngua<\/em>\u00a0que se escreve como \u201cacontecimento do corpo\u201d. Isto quer dizer que se inscreve como marcas no corpo enquanto as palavras marcam e recortam os corpos, ou seja, d\u00e3o corpo ao ser falante.<\/p>\n<p>Para a psican\u00e1lise se trata de fazer uso desse sintoma que possibilita ao neur\u00f3tico viver ainda que seja inc\u00f4modo. Se se apela \u00e0 psican\u00e1lise \u00e9 para faz\u00ea-lo menos inc\u00f4modo, at\u00e9 alcan\u00e7ar o ponto de estar feliz em viver<sup>20<\/sup>. Em seu\u00a0<em>Semin\u00e1rio 24, L\u2019insu&#8230;..<\/em><sup>21<\/sup><em>,<\/em>\u00a0Lacan pontua que isso \u00e9 o suficiente.<\/p>\n<p>Lacan coloca tamb\u00e9m que ainda que o sintoma se reduza, sempre fica um relevo que d\u00e1 conta de que cada um \u00e9 sem par, e que sua diferen\u00e7a reside nesse resto opaco que fica irredut\u00edvel ao semblante \u2013 ao significante. Esse resto \u00e9 o que d\u00e1 a cada um seu valor, sua diferen\u00e7a absoluta, sua nobreza. Como bem nos lembra Miller, Lacan coloca que n\u00e3o h\u00e1 ser falante sem\u00a0<em>sinthome<\/em><sup>22<\/sup>\u00a0<em>.<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 dessa forma que no contexto do \u00faltimo ensino de Lacan a ci\u00eancia aparece como o duplo da religi\u00e3o, pois ambas sup\u00f5em um saber no real; diferentemente da perspectiva da psican\u00e1lise da orienta\u00e7\u00e3o lacaniana que coloca o\u00a0<em>sinthome<\/em>\u00a0como esse real totalmente disjunto do saber, quer dizer, um real exterior ao simb\u00f3lico com o qual haver\u00e1 que saber se virar.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica da psican\u00e1lise, regida pelo sintoma, d\u00e1 conta de que sempre haver\u00e1 um resto que resiste \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o \u201ccient\u00edfica\u201d, resto que \u00e9 a esperan\u00e7a da psican\u00e1lise, pois \u00e9 o que p\u00f5e limite e faz fracassar toda a \u201cutopia totalit\u00e1ria\u2019<sup>23<\/sup>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6><strong>Tradu\u00e7\u00e3o<\/strong>: Pablo Sauce<br \/>\n<strong>Revis\u00e3o<\/strong>: J\u00falia Jones e Marcelo Magnelli<\/h6>\n<h6>Texto originalmente publicado em NAJLES (ELP) Ana Ruth Consumo versus sabedorias ou O capitalismo contra a arte de viver ou O poder \u00e9 a impot\u00eancia. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.ebp.org.br\/ba\/agente\/009\/002_ana_ruth.html<\/h6>\n<h6>O boletim\u00a0<em>Bendeg\u00f3\u00a0<\/em>agradece gentilmente a autoriza\u00e7\u00e3o da autora.<\/h6>\n<hr \/>\n<div id=\"edn1\">\n<h6><sup>1<\/sup>\u00a0Artigo baseado no \u00faltimo cap\u00edtulo de meu livro:\u00a0<em>Problemas de aprendizaje y psicoan\u00e1lisis<\/em>, Ed. Grama, 2012.<br \/>\n<sup>2<\/sup> Segundo os desenvolvimentos de Jacques-Alain Miller em seu curso da Se\u00e7\u00e3o cl\u00ednica de Paris 2004\/2005,\u00a0 Piezas sueltas, Paid\u00f3s, Buenos Aires, 2013.<br \/>\n<sup>3<\/sup> Idem, cap. VII, p. 101.<br \/>\n<sup>4<\/sup>\u00a0Id, p. 289<br \/>\n<sup>5<\/sup> id<br \/>\n<sup>6<\/sup> Id, p. 312<br \/>\n<sup>7<\/sup>\u00a0Id. p.313<br \/>\n<sup>8<\/sup>\u00a0Id. p. 316<br \/>\n<sup>9<\/sup>\u00a0Idem\u00a0 p.99<br \/>\n<sup>10<\/sup> idem<br \/>\n<sup>11<\/sup> \u00cddem p. 297<br \/>\n<sup>12<\/sup>\u00a0Id, p.297<br \/>\n<sup>13<\/sup>\u00a0Id, p.299<br \/>\n<sup>14<\/sup>\u00a0Idem 1, p.126<br \/>\n<sup>15<\/sup>\u00a0Idem p. 289<br \/>\n<sup>16<\/sup>\u00a0Lacan, J.: \u201cDiscurso de Clausura de las Jornadas sobre las psicosis en el ni\u00f1o\u201d, en:\u00a0<em>Analitic\u00f3n Nro 3,\u00a0<\/em>Correo\/Paradiso, Barcelona, 1987.<br \/>\n<sup>17<\/sup>\u00a0Milner, J.-C.:\u00a0La politique des choses, Seuil, Paris, 2005<br \/>\n<sup>18<\/sup>\u00a0Idem 1 , cap. XII, \u201c\u00bfPuede evaluarse el psicoan\u00e1lisis?<br \/>\n<sup>19<\/sup>\u00a0Lacan, J.:\u00a0Le seminaire, Livre XXIII, Le sinthome, Seuil, Paris, 2005.<br \/>\n<sup>20<\/sup>\u00a0Idem 1, p. 48<br \/>\n<sup>21<\/sup>\u00a0Lacan, J.:\u00a0Seminario 24, \u201cL\u2019insu qui sait de l\u2019une bevue&#8230;\u201d.\u00a0Inedito.<br \/>\n<sup>22<\/sup> Idem.1,\u00a0 p. 51\/52<br \/>\n<sup>23<\/sup>\u00a0Idem cap. XI<\/h6>\n<\/div>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_btn title=&#8221;Downlod PDF&#8221; color=&#8221;juicy-pink&#8221; size=&#8221;xs&#8221; i_icon_fontawesome=&#8221;fas fa-file-pdf&#8221; add_icon=&#8221;true&#8221; link=&#8221;url:http%3A%2F%2Febpbahia.com.br%2Fjornadas%2F2021%2Fwp-content%2Fuploads%2F2021%2F08%2FConsumo-versus-sabedorias-ou-O-capitalismo-contra-a-arte-de-viver-ou-O-poder-e-a-impotencia-Ana-Ruth-Najles.pdf&#8221;][vc_column_text] Ana Ruth Najles Considerando que os psicanalistas devem conseguir responder ao mal-estar da civiliza\u00e7\u00e3o da \u00e9poca em que vivemos, imp\u00f5e-se a n\u00f3s uma pergunta: como ler a atualidade? Como ler a modernidade ideol\u00f3gica?1 Podemos dizer \u2013 junto com Miller, em seu curso\u00a0Piezas Sueltas2\u00a0&#8211;\u00a0\u00a0que nossa \u00e9poca se [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-261","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-textos-de-orientacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2021\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/261","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2021\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2021\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2021\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2021\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=261"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2021\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/261\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":288,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2021\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/261\/revisions\/288"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2021\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=261"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2021\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=261"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebpbahia.com.br\/jornadas\/2021\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=261"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}